O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/10/2018
Niilismo, do dicionário de filosofia, é um termo céptico empregado para designar doutrinas ou ações que se recusam a reconhecer valores essenciais ao ser humano. Todavia, apesar de, que o conceito tenha sido utilizado predominantemente no século XIX, hodiernamente, tais comportamentos ainda prevalecem, tendo em vista que a falta de postura social e governamental em frente da indulgência agrotóxica no Brasil é um dos modos mais decadentes de uma nação que se diz solidária.
Em primeira análise, cabe pontuar, que o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxico no mundo e o reflexo disso é a falta de fiscalização do poder público, a proteção do meio ambiente e ao cidadão não é firmada. Pois, o uso exagerado de produtos fitofarmacêuticos pode interferir na qualidade das bacias hidrográficas, na perda da biodiversidade do ecossistema e até na diminuição da expectativa dos trabalhadores ruais. Uma prova disso está em informações divulgadas pela mídia como, por exemplo, na pesquisa realizada da Fiocruz, mostram que entre 2002 e 2012, aumentou 115% do uso de praguicidas. Nesse caso, reflete diretamente na saúde do consumidor e os solos ambientais.
Outrossim, convém frisar, que além da degradação do meio ambiente, muitas pessoas desenvolvem problemas de saúde - como: Câncer, hipotireoidismo e doenças cardíacas - devido ao uso indiscriminado de agroquímicos e a falta de conhecimento do consumidor, em saber quais alimentos possui maior quantidade de pesticidas, como: o morango. Contudo, a sociedade deve basear suas ações em princípios de justiça, para que seja alcançado plenamente o equilíbrio do em comum social. Comprova-se isso por analogia ao filósofo grego Aristóteles, que afirmava: “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”. Logo, vê-se que, as escolas brasileiras atuam de modo mercantilista e deixam de lado o ensino do saber crítico.
Dessarte, para atenuar a problemática, é imprescindível que o Governo, consonância com o Ministério da Educação, as Mídias e a Secretaria da Segurança Pública, crie aplicativos e sites com uma ouvidoria pública, para receber denúncias anônimas, além de permitir fazer publicações de lugares em que ocorre o uso exagerado de agroquímicos, para serem investigados, através de uma ampla divulgação midiáticas, que inclua propagandas televisas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Dessa forma, a ação iniciada no presente, seria capaz de modificar um futuro amargo e o avanço humanitário tornará o niilismo apenas uma hipótese.