O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 02/11/2018

O aumento na produtividade pós-revolução industrial fez com que o setor agrícola lançasse mão dos agrotóxicos para impedir a expansão proporcional das pragas, no entanto, o risco intrínseco a essa prática gerou diferentes limitações e normas no mundo. Se por um lado, países da União Europeia tendem a dificultar a aplicação desse produto; por outro, o Brasil mostra-se permissivo.

Pode-se perceber que a crescente preocupação com a saúde aliado as questões ambientais, inevitavelmente, irão de encontro a utilização dos pesticidas, haja vista o corpo de evidências científicas que demonstram os efeitos teratogênicos, cancerígenos, disruptivos sobre o sistema hormonal e a dificuldade que o corpo tem para excretar tais substâncias. Além desses, há também contaminação em rios, lenções freáticos, fauna e flora; sendo assim, é razoável o maior rigor na legislação da Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália em comparação aos países fora da UE.

Apesar disso, o povo brasileiro é o maior consumidor mundial dos fitossanitários, conforme Associações como a Abrasco. Isso relaciona-se com a dependência enorme que o PIB do país apresenta relativo ao setor agropecuário, visto que nesta condição o poder de negociação que tem o Estado perde força perante as industrias do agronegócio. Nesse sentido, houve também a aprovação do Projeto de Lei 6299 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados; com isso, a bancada ruralista visa flexibilizar as regras para fiscalização e aplicação dos agroquímicos.

O caminho viável ao governo é a educação do consumidor, responsável direto pela demanda do mercado, aliado ao incentivo fiscal para que o detentor dos meios de produção possa viabilizar a prática de formas melhores de produção, por exemplo, a agroecologia e, portanto, estabelecer um processo sustentável como também fornecer alimentos mais saudáveis à população.