O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 17/10/2018

A Revolução Verde atuou no desenvolvimento intensificado da tecnologia agrária, possibilitando o aumento da produção. Não obstante, o viés referido gera grandes polêmicas no Brasil, sendo palco de inúmeras inferências. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: os problemas ambientais e sanitários causados, juntamente a inoperância do Estado diante à fiscalização.

Primeiramente, é válido ressaltar que a ação amplificadora de tais produtos torna-se contraproducente se usado de forma inadequada. Isso ocorre, pois o excesso de agrotóxicos contamina o meio ambiente causando adversidades, entre elas a magnificação trófica, afetando solos, lençóis freáticos, animais e afins. Ademais, problemáticas de saúde são realidade, ocasionando patologias respiratórias, câncer, entre outros. Conforme dados do Ministério da Saúde, quase 14 mil pessoas foram vítimas do uso indevido de pesticidas em 2017. Como consequência, tanto a saúde da natureza quanto a dos seres humanos é afetada.

Em uma segunda análise, destaca-se a ineficiência das ações governamentais fiscalizadoras brasileiras. Isso porque, o brando poder estatal diante a questão viabiliza a contingência de ações imprudentes no cenário agrário, impossibilitando a autuação destes. Ainda, o processo cultural populacional em não se preocupar com o excesso de praguicidas acaba majoritariamente, compactuando e perpetuando tal conjuntura. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo. Consequentemente, o cidadão torna-se refém do pressuposto referido.

É evidente, portanto, que ainda há entraves perante a circunstância tratada. Cabe aos órgãos governamentais competentes a ampliação do processo fiscalizador, autuando com multas e prisão àqueles que excedem o uso de tal contingente, a fim de que os problemas ambientais e sanitários diminuam. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras conscientizadoras nas escolas, para que dessa forma adultos instruídos sejam formados e o quadro revertido positivamente. Afinal, como citou Platão: “o importante não é viver, mas viver bem.”