O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 17/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Nesse sentido, o uso de agrotóxicos no mundo e, sobretudo, no Brasil, apesar de ser importante, tem acarretado uma série de problemas. Os impactos causados pelo uso de agrotóxicos estão ligados, infelizmente, não só ao meio ambiente, mas também à saúde das pessoas, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.

Deve-se pontuar, de início, que o uso de defensivos agrícolas tem crescido e estão, cada vez mais, impactando o ecossistema. Quanto a essa questão, os dados do Dossiê Abrasco mostram que, no período de 2004 a 2014, houve um aumento de quase 70% na quantidade de defensivos usados na agricultura. Nesse âmbito, sabe-se que os impactos ambientais gerados pelo aumento desenfreado desses produtos químicos estão intimamente ligados à contaminação dos recursos hídricos e envenenamento de animais que não fazem mal à plantação. Dessa forma, lençóis freáticos são poluídos e vários animais são intoxicados e mortos por esses produtos, afetando todo o ecossistema daquele local.

Vale ressaltar, também,  os problemas envolvendo a saúde de quem se alimenta diretamente dos alimentos tratados com agrotóxicos. A respeito disso, os brasileiros têm sofrido anualmente com os impactos desse tratamento: as pessoas comumente adquirem problemas referentes ao trato gastrointestinal quando comem esses alimentos, têm diarreias, náuseas e vômitos, na tentativa do organismo de expulsar o veneno. Além disso, segundo dados do Fiocruz, no período de 1999 a 2002, mais de 2.000 pessoas morreram intoxicadas por agrotóxicos. Desse modo, infere-se que o consumo de defensivos agrícolas nos alimentos é extremamente prejudicial à saúde.

É evidente, portanto, que há entraves quanto ao uso de agrotóxicos. Dessa maneira, para reverter a problemática, cabe às grandes empresas agropecuárias reduzirem o uso desses produtos, por meio da adoção de medidas alternativas que impactem menos o meio ambiente, como, por exemplo, o uso de biopesticidas, os quais são feitos de microrganismos vivos e não poluem. Outrossim, cabe ao Estado intervir eficazmente na questão, intensificando a fiscalização nas fazendas e realizando estudos com os alimentos na prateleira dos supermercados, caso as empresas não estejam nos parâmetros adequados, deve-se aplicar multa e retirar todos os lotes afetados, para, assim, assegurar a saúde da população.