O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 18/10/2018

Morango, pimentão e alface. Esses produtos, muito utilizados no dia a dia de várias famílias brasileiras, possuem os maiores índices de agrotóxico do mercado. Com isso, pressupõe-se um dado estarrecedor: é gerado impactos na saúde da população e no meio ambiente de forma descontrolada.

O quadro “Colheita do Milho”, de Cândido Portinari, representa trabalhadores rurais que se desgastam com o imenso esforço de um milharal. Fora das telas, as más condições de trabalho envolvendo riscos com agrotóxicos é uma realidade que precisa ser combatida. Ademais, se o manuseio do produto químico pode causar câncer, depressão e outras doenças, a ingestão desses alimentos também deveria ser evitada. A propósito, uma recente pesquisa da universidade UNICAMP revelou que os níveis de agrotóxicos estão cada vez mais altos. Portanto, a partir desse dado preocupante, a Anvisa deve tomar medidas para acabar com o impasse da falta de fiscalização sanitária em plantações.

Além do mais, a partir da análise do livro “A era do vazio”, de Gilles Lipovetsky, é possível compreender como o individualismo contemporâneo é prejudicial para a nação. Por isso, esse egoísmo deve ser deixado de lado quanto ao que se refere à questões ambientais. Nesse sentido, plantações que abusam de produtos tóxicos geram problemas no ecossistema, como aconteceu, por exemplo, a recente diminuição de espécies de pássaros na Europa, o que afeta toda teia alimentar da região.

Portanto, medidas devem ser tomadas para o combate do uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Para tal, é necessário que o governo estimule que a agricultura de subsistência, da qual é vendido a maior parte dos alimentos para a população, para que se utilizem métodos alternativos, como a rotação de culturas e criação de estufas, a fim de não prejudicar o meio ambiente. Com isso, o morango, o pimentão e o alface serão servidos sem veneno para as pessoas e a biodiversidade do planeta irá se estabilizar novamente.