O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 25/10/2018

Como referido por Isaac Newton, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que uma força externa suficiente aja sobre ele, sobressaindo sua inércia. Esse é, lamentavelmente, o hodierno cenário do uso de agrotóxicos no mundo: uma inércia que persiste em detrimento da ausência de preocupação sobre os efeitos causados na sociedade, além da alienação de produtores pelo alto rendimento de suas safras. Sendo assim, convém ressaltar os principais pilares dessa chaga social.

Vale ressaltar, a princípio, que preocupações associadas a essa problemática não apenas existem, como vêm crescendo diariamente. Preliminarmente, os agrotóxicos começaram a ser usados a partir da Revolução Verde, ocorrida na Europa na década  60, tal revolução se caracterizou pela modernização da agricultura, com a utilização de máquinas, sementes geneticamente modificadas e agrotóxicos. Em contrapartida, o uso de defensivos agrícolas em excesso e continuamente causa enfermidades graves como câncer, infertilidade, danos aos rins e, consequentemente, acarretando a acentuação do problema exposto em escala mundial.

Faz mister, ainda, salientar a alienação dos agricultores pelo lucro de suas produções como impulsionador da problemática. Outrossim, dados alarmantes relatados pelo site G1, em dezembro de 2017, provam o quão assustadora é essa realidade no Brasil: o país é o maior consumidor de agroquímicos do mundo.  Ademais, produtores agrícolas se apropriaram desses recursos, usando-os maciçamente em suas safras, sem dar importância aos prejuízos causados pelos mesmos quando são utilizados de forma exorbitante; tais feitos favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Destarte, forças externas suficientes devem tornar efetivas, vencendo a inércia mencionada inicialmente. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, amplie investimentos em faculdades de agronomia,  para aumentar pesquisas no ramo, a fim de obter recursos para substituição dos agrotóxicos em grande escala. Aliado a isso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas e debates, ministrados por médicos e enfermeiros, em que seja relatado os malefícios dos consumo exacerbados dos defensores agrícolas, promovendo a conscientização dos agricultores e visando a diminuição de seu uso hiperbólico. Somente assim, com medidas graduais, haverá um corpo social mais saudável e livre aparatos prejudicáveis.