O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 20/10/2018

O veneno está na mesa

Com o desenvolvimento das ciências da natureza, em especial a química, surgiram os defensivos qúmicos, cujo objetivo é combater doenças e pragas prejudiciais à agricultura. Quando se trata do Brasil, pesquisas realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) mostram que são consumidos cerca de 9 litros desses produtos anualmente por brasileiro, o que coloca o país entre os maiores consumidores mundiais.

Com relação à problemática relacionada ao uso desses produtos quÍmicos, estudos realizados na Universidade de Campinas (Unicamp) indicam que os agrotóxicos representam a terceira maior causa de intoxicações no Brasil. As principais vítimas são os trabalhadores rurais, que mantêm contato direto com essas substâncias, e muitas vezes não possuem nem os equipamentos de proteção mínima para realizar tal tarefa. Além disso, o uso de forma incorreta pode acarretar em danos graves ao meio ambiente, como a poluição de lençóis freáticos e danos à fauna local.

Ademais, os consumidores desses alimentos também não estão seguros. Dados pubilcados pela ANVISA mostram que muitos produtos agrícolas, como o pimentão, o tomate e o morango, possuem quantidades de agrotóxicos maiores do que as previstas em lei. Além disso, em muitos deles são encontrados substâncias proibidas em vários países, como o tricolfon, que só é lagalizado aqui, e cuja relação com o desenvolvimento de problemas neurológicos já foi apontada por vários estudos.

Portanto, com base nos dados apresentados, e com o intuito de amenizar os danos causados por esses produtos, cabe ao Ministério da Fazenda tornar mais rígida a fiscalização de plantações, garantindo que o uso dos pesticidas seja feito da forma correta, e na quantidade correta. Cabe também, ao sistema legislativo brasileiro, votar leis que proibam certas substâncias que já foram proibidas em todo o mundo, e que continuam sendo utilizadas aqui.