O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 20/10/2018
A revolução industrial do século XIII, trouxe ânsia da produção em massa e fez com que milhares de famílias migrassem do campo em direção à cidade. Isso, além de aumentar a demanda por produtos nas prateleiras, gerou uma diminuição da agricultura familiar, abrindo espaço para produção em larga escala que, por sua vez, só atinge a eficácia com o uso de defensivos agrícolas. No Brasil não aconteceu diferente, porém, aqui a situação piorou com o tempo e as políticas vigentes já não são mais eficazes em sanar o impasse. Com efeito, evidencia-se a necessidade de enfrentar a problemática.
Em primeira análise, existe no Brasil uma forte bancada ruralista, composta por alguns dos maiores detentores de terra do país. Essa representa apenas os interesses dos grandes latifundiários em detrimento da saúde da nação- cada pessoa consome, em média, 7 litros de agrotóxico por ano -. Consoante a isso, segundo Karl Marx, o Estado não passa de um comitê para gerir os negócios da burguesia. Isso é evidenciado na decadente situação brasileira que só leva em conta interesses de uma minoria detentora da maioria do poder aquisitivo.
Em segundo plano, o pacote de projetos que regulamentam o uso de defensivos agrícolas é ultrapassado, datando de 1989. Por conseguinte, nota- se que a natureza não é a mesma de 30 anos atrás e sua preservação deveria ser respectiva à preocupação com a mesma. Contudo, o que aconteceu na atualidade foi o retrocesso na legislação, permitindo que ainda mais agrotóxicos sejam usados. A população também tem sua parcela de culpa pela situação. Nós aceitamos tudo isso como algo banal e irrelevante. Segundo o conceito de alienação de Karl Marx, essa é acusada pela condição que os trabalhadores estão submetidos pela exploração sofrida. Em suma, o povo está alienado, por isso não se importa.
Destarte, diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser adotadas para a resolução do impasse. Primeiramente o governo, em parceria com supermercados, devem incentivar o agronegócio, por meio de isenção fiscal para estabelecimentos que se comprometam a vender produtos orgânicos, tirando o poder dos latifúndios, dando espaço ao agronegócio e melhorando a alimentação da nação. Ademais, a população e figuras públicas, por meio da mídia e redes sociais, devem pressionar o governo para alterar a legislação no que diz respeito ao uso indiscriminado de agrotóxicos e diminuir drasticamente o permitido atualmente. Desse modo o Brasil, pelo menos nesse âmbito, se tornará democrático.