O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/10/2018
A partir da Revolução Agrícola, no período neolítico, a agricultura tornou-se uma prática essencial à vida humana. Desde então, acentuou-se pesquisas a fim de otimizá-la no que diz respeito à produção no campo. Tais estudos intensificaram-se sobretudo no século XX, com a chamada Revolução Verde, trazendo como consequência o aumento descontrolado no uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, resultando em funestos efeitos para a população.
Objetivando-se aumentar a produtividade no campo, os países iniciaram a utilização massiva de agrotóxicos nos alimentos, comprometendo a saúde dos trabalhadores e consumidores em prol de grandes oligopólios do agronegócio, tal como dizia o filósofo romano Séneca: “Para a ganância, toda a natureza é insuficiente”, onde cerca de 51,2 bilhões de dólares no mundo foram movimentados através de agrotóxicos, beneficiando cerca de 6 empresas que dominam o mercado, segundo dados divulgados pela Anvisa.
Tais consequências para quem trabalha e quem consome, é comprovado pela OMS, na qual relaciona-se agrotóxicos à doenças como: Arritmias, câncer e Parkison. Apesar de muitas doenças serem irreversíveis, suas causas poderiam ser evitáveis, como afirma a Semace, onde práticas como a agricultura orgânica poderiam substituir o modelo atual. Assim como a Anvisa, que aprova a adoção de medidas alternativas em relação ao uso de agrotóxicos pois, segundo ela “o modelo convencional da agricultura objetiva o lucro imediato, mas não considera os desgastes dos recursos naturais e humanos.”
Dessa forma, a curto prazo, os Estados (pela Anvisa, no Brasil), devem intensificar à fiscalização, dispondo-se de agentes específicos, acerca do uso indiscriminado de agrotóxicos no campo, a fim de minimizar o risco de intoxicação aos trabalhadores e consumidores. A longo prazo, medidas alternativas de produção devem ser adotadas, pelo Executivo, para que o uso de agrotóxicos possa ser substituído por práticas seguras.