O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 22/10/2018

Com a Revolução Verde, diversas técnicas foram desenvolvidas ou mais utilizadas na agricultura, e uma delas foi a utilização de agrotóxicos. Embora o uso dela tenha possibilitado um maior volume de produtos agrícolas, a mesma trás implicações, como a intoxicação de trabalhadores e do consumidor, não só no Brasil como também no mundo.

Em primeiro lugar, os defensivos agrícolas são tóxicos para os trabalhadores rurais. O Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, da Universidade de Campinas (Unicamp), informa que 1,5 milhão de assalariados campesinos estão intoxicados; além disso, o mesmo estudo expõe que falta fiscalização e capacitação no manuseio desses produtos no campo. Dessa forma, o envenenamento dos funcionários rurais continuará existindo, o que mostra um descaso dos responsáveis governamentais com o assunto.

Além dos trabalhadores, as pessoas que consomem o plantio também estão sujeitas à intoxicação. Segundo estudo feito pela Fiocruz, Sinitrox e MS, existem 114.598 casos de envenenamentos agudos causados por agrotóxicos entre 1999 e 2012, além de 2.449 ocorrências de morte. Assim, fica evidente que os defensivos agrícolas, além de representar um perigo à saúde de quem os manuseia, são inseguros também para o consumidor final, e por isso, deveria-se haver uma preocupação maior com o tema.

Portanto, é preciso que ocorram mudanças para que os males da técnica da Revolução Verde sejam amenizados. Para isso, no âmbito mundial, os países deveriam se encontrar, em reunião da ONU, para discutir acerca do assunto, e estipular limites - por meio de decretos - para o uso de agrotóxicos em todas as nações. Ademais, em âmbito nacional brasileiro, o Ministério da Agricultura deveria criar um projeto que buscasse professores de Engenharia Agrícola nas universidades públicas, para que eles ministrassem cursos sobre manuseio de agrotóxicos para os trabalhadores rurais a fim de que fossem minimizados os riscos aos mesmos.