O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 22/10/2018
Os lucros obtidos pelo uso de agrotóxicos não compensam os malefícios provocados
A teoria malthusiana previu um futuro catastrófico marcado pela fome mundial - devido ao aumento populacional em detrimento da produção alimentícia.No entanto,Malthus não considerou o desenvolvimento tecnológico, como o ocorrido na Revolução Verde de 1960,fato esse que possibilitou grandes quantidades na produção de víveres,acarretando o extenso uso de pesticidas causadores de danos à saúde humana e ao meio ambiente,sendo que os lucros obtidos não compensam os malefícios provocados.
O agronegócio é um dos setores econômicos mais expressivos do Brasil,haja vista a significante presença da bancada ruralista no Congresso Nacional,assim há o favorecimento na aprovação de projetos voltados ao setor como a reforma da Lei dos Agrotóxicos.Esse projeto - denominado de “PL do veneno” pela oposição - propõe à flexibilização do uso de determinados pesticidas até então proibidos o qual contribuiria ,segundo o jornal Folha de São Paulo, para a má formação do feto e possuindo inclusive agentes cancerígenos.Além de repassar os poderes exercidos na fiscalização dessas substâncias pelos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente exclusivamente para o Ministério da Agricultura,sendo esse último influenciado pela bancada ruralista.
O relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) a cerca do uso de agrotóxico, lançado nesse ano de 2018,menciona não só o risco a saúde de trabalhadores rurais e de consumidores como,por exemplo,doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais,mas também a degradação ambiental mediante a contaminação dos reservatórios de água e dos solos.Havendo a cobrança do Brasil e dos demais países signatário do acordo firmado para a redução do uso de agroquímicos até 2020.
Diante dos argumentos apresentados,nota-se que não há compensação no uso de agrotóxico para aumento da produção comparando os danos causados pelo mesmo.Medidas como essas precisam ser substituídas pelo desenvolvimento de biotecnologias - por intermédio de investimentos do próprio setor do agronegócio em conjunto as instituições e as universidades - o que gerará não só meios mais eficientes ao controle de pragas,mas também a criação de patentes que proporcionarão a entrada de capital externo.Como forma de enfraquecer a banca ruralista diante da votação da “PL do Veneno” o tema deve ser levado a público por meio da mídia - com a participação de personalidades e autoridades no assunto - formando a opinião pública que através de plebiscito votará contra.Assim haverá a segurança na produção de produtos confiáveis e conservação ambiental para essa e futuras gerações.