O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 26/10/2018

O Cultivo do Agrotóxico

Muito se discute sobre o uso dos herbicidas na agricultura, no Brasil e no mundo. No decorrer do período pós-guerra houve as transformações tecnológicas agrícolas intituladas de Revolução Verde, cujo objetivo era fomentar a produção de alimentos, empregando artigos fitossanitários. Essa revolução chegou ao Brasil em 1960, e desde então a “cultura do uso do agrotóxico” vem sendo conservadas na sociedade brasileira, apesar da Organização Mundial de Saúde advertir sobre o uso dos agroquímicos, em consequência dos malefícios que esses produtos causam à saúde.

Nesse contexto, na carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei Dom Manuel, contando sobre a nova terra – Brasil, dizia: “Mas, a terra em si, […]. Águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem!”, em outras palavras, desde o seu descobrimento houve o deslumbre da fertilidade das terras brasileiras, “aqui tudo se planta, tudo se dá”, de tal maneira que o Brasil é o 3º maior produtor agrícola mundial e o 5 º maior operador de itens agrotóxicos do hemisfério.

Em uma segunda análise, por ser uma questão mais cultural que capital, a sociedade ruralista e consumidora apreciam o uso dos agroquímicos naturalmente, desde os pequenos até os grandes produtores agrícolas manuseiam fungicidas nas lavouras, como observa - se na série: Agrotóxico – Perigo Invisível, realizado pela Emissora Record. É inegável o ataque das pragas às plantações, por isso, o uso dos praguicidas, entretanto, já se comprova através do sucesso de plantações orgânicas no Brasil, que a utilização dos agrotóxicos não é tão necessária, a agricultura orgânica gera em torno de 3 bilhões na economia, de acordo com Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável, o que torna vantajoso apoiar e expandir esta área através de políticas públicas.

Em última análise, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, possui regras à exposição dos agroquímicos no mercado, da qual considera quantidades mínimas de herbicidas presentes nos alimentos, que se julga não prejudicial à saúde, embora, há estudos científicos que comprovam o oposto, como o da Pesquisadora Larissa Lombardi em seu Mapa de Contaminação por Agrotóxicos.        Dessa forma, é preciso que todo o poder governamental e os produtores rurais, discutam a possibilidade de ampliação da agricultura orgânica no país, por intermédio de organizações da saúde e meio - ambiente visando ao bem-estar dos brasileiros. É importante que esses órgãos incentivem projetos nas comunidades locais, a fim de disseminar o perigo dos agrotóxicos nos alimentos e finalizar a cultura de que para plantar é necessário usar veneno.