O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/10/2018

Muito se discute sobre a má alimentação, sendo que o uso de agrotóxicos nos alimentos está entre os principais problemas desse assunto. Mesmo sabendo sobre os danos que tais produtos causam, há quem defenda o seu uso. Defendem, pois, o pensamento de poder e enriqueciento está acima da preocupação com a saúde humana.

Em primeira análise, é valido ressaltar que a questão dos alimentos implica diretamente na economia de qualquer país. Hoje, é comum o uso de produtos químicos em lavouras, principalmente, nas plantações destinadas a exportação, como a de soja, milho e café. Esses agrotóxicos garantem a vida útil dos alimentos, porém, matam lentamente quem os consomem. Um país que consegue enviar seus alimentos para vários outros, lógicamente, se torna mais rico, porém, aumenta o indice de doenças causadas pelos produtos químicos presente neles, como cancêr, alergia e má-formação do feto.

Nesse contexto, mudar a produção “química” para a “orgânica”, significa baixa no rendimento economico. Visto que a exportação desses alimentos se torna inviável, uma vez que estragam rapidamente. Infelizmente, esse é o pensamento da Câmara de Deputados que aprovou a lei  nº 6299, a qual flexibiliza e aprova o uso de agrotóxicos. Entre as suas normas, uma reprova a comercialização de agrotóxicos que apresentem riscos, ináceitáveis, a saúde humana. Entretanto, inaceitável é acreditar que existam “doenças aceitáveis”.

Em última análise, sabe-se que os motivos, em grande parte, das doenças e mortes estão relacionados a alimentação. Dados divulgados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), apontam que entre os anos de 1999 a 2012, 28.561 crianças foram intoxicadas e 2.449 pessoas morreram. Portanto, em vez de legalizar o uso de “veneno”, colocando em risco a vida das  pessoas, é necessário pensar, em primeiro lugar, na saúde humana e evitar o uso de substâncias que causam mutações e outros tipos de doenças.

Assim sendo, duas iniciativas de solução podem ser tomadas . Uma é o incentivo a pesquisa cientifica e outra é a conscientização da população.No primeiro caso, cabe ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Técnologico (FNDCT), fomentar a pesquisa dos dos cursos de química e agronomia, para que os profissionais dessas áreas encontrem alternativas que susbstituam as substâncias químicas. Já no segundo caso, cabe as prefeituras disponibilizarem workshops sobre alimentação. Estes, devem ser feitos por nutricionistas e agronomos, os quais além de exclarecerem os riscos que as pessoas estão correndo, devem incentivar a construção de pequenas hortas orgânicas em todas as casas. Assim, a mudança de hábitos, o cuidado com a saúde e o fim dos agrotóxicos serão alcançados.