O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 23/10/2018
Desde processos denominados “Revoluções Industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de condições humanas essenciais. Diante dessa abordagem, é possível perceber o uso excessivo de agrotóxicos no Brasil e no mundo, que apesar de proteger e aumentar a produção agropecuária, representam uma ameaça para seres humanos, animais e meio ambiente. Desse forma, é imprescindível analisar as consequências que o uso excessivo de defensivos agrícolas oferecem para o mundo.
Nota-se, antes de tudo, que o uso excessivo de agrotóxicos está diretamente ligado com o aumento de doenças nos consumidores. Isso acontece devido a falta de conhecimento sobre as substâncias químicas presentes nos agrotóxicos, por não haver um investimento adequado no setor de pesquisa sobre esses insumos, já que diante da ideia capitalista e da ganância do setor agropecuário de produzir sempre mais, a saúde do consumidor é desprezada. O que se encaixa perfeitamente na teoria de globalização perversa de Milton Santos, em que as técnicas da informação são utilizadas em função dos objetivos particulares de uma minoria.
Percebe-se, ainda, que o meio ambiente também sobre consequências pelo uso de agrotóxicos. Isso porque, na maioria das vezes a pulverização dos defensivos agrícolas se dá por meio de aviões, que acabam atingindo áreas vizinhas, infertilizando solos, poluindo rios e lagos e levando a óbito animais imprescindíveis para o equilíbrio ecológico. Como prova disso, pode-se citar os dados da pesquisa da Revista Meio Ambiente, em que foram encontrados vestígios de agrotóxicos em mais de 60% dos rio brasileiros.
Fica claro, portanto, que o demasiado uso do agrotóxico gera graves problemas para os seres humanos e meio ambiente. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Saúde incentive fiscalmente as empresas que utilizarem da produção de alimentos orgânicos, a fim de diminuir o preço dos produtos, aumentando a acessibilidade dos produtos sem agrotóxicos e assim diminuir as doenças causadas por ele. Aliado a isso, é importante que o Ministério do Meio Ambiente realize uma fiscalização mais eficiente e uma punição mais severa em cima das empresas que poluírem áreas vizinhas de produções, através do aumento de multas e interdição de empresas, para que se tenha um aumento na qualidade de vida da população, afinal, como sugere o ideal platônico: “O importante não é viver, mas viver bem”.