O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/10/2018

Agrotóxicos, arma química ambiental e humana

Os agrotóxicos, criados durante a primeira guerra mundial, passaram a ser fortemente usados em sua posterior edição como armas químicas. Entretanto, somente após o término da guerra passaram a ser empregados como defensivos agrícolas. Seu uso passou a crescer descontrolavelmente após a revolução verde, ocorrida no século XX, tendo começo no Brasil em 1960. Infelizmente, o uso desses produtos no país e no mundo tem causado diversos danos, não só ao meio ambiente, mas também à saúde do ser humano.

Considerado um dos piores poluentes da história, os Organoclorados, uma espécie de agrotóxico, podem se fixar no ambiente por muito tempo, chegando a 30 anos de persistência e contaminando solos, alimentos e o ar. Consequentemente, estes herbicidas prejudicam a reprodução de diversos animais, causando grandes danos a cadeias alimentares inteiras. Paralelamente, é notável a contaminação da água por diversos tipos de pesticidas, principalmente em lençóis freáticos, que posteriormente será usada pela população para consumo e irrigação de novas áreas agrícolas.

Além do mais, os defensivos agrícolas têm causado sérios problemas de intoxicação aos seres humanos. A saber, é tido como exemplo o ocorrido no município de Rio Verde, Goiás, em 2013, onde uma aeronave pulverizou agrotóxicos sobre uma escola municipal, causando diversos casos de intoxicação aguda aos trabalhadores e alunos. Ademais, são constatados diversos sintomas para esses envenenamentos, como por exemplo enjoos, coceiras e distúrbios respiratórios, além da presença desses produtos na urina e, de forma mais agravante, no leite materno.

Em suma, é notória a presença de problemas à natureza e à população quanto ao uso de agrotóxicos. Deste modo, é necessário que as empresas agrícolas utilizem formas alternativas de pesticidas, como exemplos o controle biológico e os pesticidas naturais, visando assim diminuir às contaminações por esses produtos, além de matar as pragas presentes nas áreas de plantio. Outrossim, cabe aos órgãos de saúde um acompanhamento aos trabalhadores rurais, a partir de visitas periódicas as áreas afetadas, procurando controlar, cuidar e minimizar os níveis de defensivos agrícolas no corpo humano. Assim, será possível combater e diminuir os danos causados pelos agrotóxicos.