O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 25/10/2018
Enquanto alguns países da Europa enrijecem as políticas contra a liberação do uso de agrotóxicos, o Brasil caminha na contramão. Esse caminho tornou-se evidente após a aprovação do projeto de lei que concede maior poder aos agricultores utilizarem produtos nocivos à saúde humano. Nesse contexto, a diminuição do uso de agrotóxicos no Brasil é um desafio, infelizmente, devido a indolência da população e as dificuldade dos órgãos regulamentadores realizar a demanda. Inicialmente, é válido ressaltar que o modo produção econômica é o principal motivo que leva a essa postura e dificuldade. Ao contrário da Europa onde a produção é mais voltada à subsistência e a preocupação com o produtor que será consumido é mais afeita, o Brasil com sua vasta área e enorme biodiversidade, sempre destinou a maior parte de seus produtos a agroexportação. De acordo com um dado da OMC, o país é o segundo maior exportador de produtos alimentícios do mundo. De fato, tal dado se relaciona ao conceito do materialismo dialético e histórico, trazido pelo pensador karl Marx: o modo de produção econômica de um país influencia na produção do intelectual e social da população. Nesse sentido, a nação é mais tolerante ao uso de agrotóxico que favoreça a produtividade econômica.
Desse modo, a maior passividade favorece uma tendência de desvalorizar os órgãos como IBAMA e ANVISA que tentam impedir o avanço do uso. Essa tendência ocorre porque a população não foram ensinada dos risco da acumulação destes pesticidas no organismo. Vide o câncer e intoxicações. Conforme postula o sociólogo Bourdieu o capital opressor dominante é perpetuado pela educação. Tal capital opressor seria essa desvalorização. Em nota técnica sobre o projeto de lei, as instituições ambientais salientam que o país não têm profissionais suficiente e estrutura, atualmente, para fazer a análise de risco dos agrotóxicos. Sem essas conjunturas, os órgãos não conseguem revogar o uso de novos pesticidas.
Face ao expostos, torna-se necessária medidas que visem promover a diminuição do uso de agrotóxicos. Portanto, é preciso que o ministério da saúde forme várias equipes qualificadas e especializada oferecendo cursos específicos para os selecionados de seu concursos. De tal forma, essa equipe poderia mapear as regiões brasileiras onde há maior uso de agrotóxicos e estabelecer metas e multas gradativas para o não cumprimento. A renda gerada dessas multas poderão ser revertida na divulgação e campanhas nas escolas da importância da equipe e qualificação da formação desse profissional. Dessa forma, a população teria conhecimento dos riscos e poderia mudar o capital cultura nos ensinos e valorizar mais as instituições ambientais e de saúde.