O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/10/2018
Durante a Guerra do Vietnã, os Estados Unidos com o objetivo de combater as estratégias de camuflagem ambientais dos vietnamitas, lançaram em suas florestas o “Agente Laranja” o agrotóxico mais devastador da história, dessa forma o agente contaminou rios e provocou até mesmo mutações gênicas. Hodiernamente, impasses semelhantes permanecem no Brasil e no mundo, contudo são negligenciados, pois os pesticidas estimulam o agronegócio, ademais provocam um “Hedonismo” no consumidor.
É indubitável que a inadvertência do poder público corrobora á permanência da problemática. A esse respeito, a Revolução Verde iniciada na década de 50 revolucionou a fronteira agrícola, visto que impulsionou o uso de agrotóxicos controlando o avanço de pragas e estimulando o rendimentos das plantas. No entanto, diversos efeitos negativos surgiram, porque os defensores agrícolas em contato com rios e lagoas provocam a “Bioacumulação” ao longo da cadeia alimentar, podendo provocar intoxicações alimentares e até mesmo câncer. Todavia, de acordo com o ambientalista Paul Watson " Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente". Portanto, urge reformulações e investimentos do Estado para combater o problema.
Outrossim, é inegável que os pesticidas atraem os olhares do consumidor. Nesse viés, os alimentos transgênicos (Alimentos geneticamente modificados) que recebem os inseticidas são maiores e mais atrativos em relação aos produtos orgânicos e hidropônicos, além de mais baratos. Por conseguinte, tais alimentos são facilmente comercializados e vendidos. Essa realidade reafirma a teoria da “Modernidade líquida” do polonês Zygmunt Bauman, já que consoante o pensador a efemeridade das relações sociais provoca no indivíduo a individualidade e o desejo de aquirir o fácil, sem pensar nas consequências a longo prazo.
Destarte, é evidente que o uso exacerbado dos agrotóxicos é prejudicial a saúde. Logo, cabe ao Ministério da Agricultura somado ao Ministério da Ciência reformularem a composição química dos inseticidas. Através de investimentos em universidades públicas, a fim de que desenvolvam pesticidas menos prejudiciais, além do (MAPA) financiar um órgão específico para subsidiar os produtores rurais de alimentos orgânicos e hidropônicos, com a finalidade de diversificar o mercado. Após a prática dessas ações, o famoso “Agente Laranja” usado em guerra, poderá ser utilizado sem prejuízos ambientais e para o bem estar social.