O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/10/2018

“Os agrotóxicos não teriam alcançado o prejuízo de intoxicação de milhares de pessoas se, repetidas vezes, não tivessem sido considerados como um impasse a ser desprezado pelas próprias autoridades nacionais”; com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirmar que a intoxicação, mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de garantir a qualidade dos alimentos invés de obter grandes quantidades de alimentos, que prejudiquem a saúde das pessoas, pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, o dever de garantir a qualidade dos alimentos na agricultura de produção de alimentos está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que a agricultura de produção de alimentos de um país utiliza agrotóxicos em excesso para obter grandes quantidades de alimentos sem priorizar a saúde e o bem-estar do ser humano, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente, haja vista que segundo Platão, filósofo grego, “o importante não é viver, mas viver bem”.

Paradoxalmente, o Brasil, que é um país considerado como Estado democrático de direito pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas responsáveis pela execução dos Direitos Humanos no país, deixa a desejar no que se refere à utilização moderada de agrotóxicos na agricultura de produção de alimentos de modo a garantir uma alimentação saudável e sem riscos de intoxicação ou envenenamento da população do país, tendo em vista que segundo os dados do SINTOX, nas últimas duas décadas o uso de agrotóxicos no Brasil tem aumentado, proporcionando o aumento considerável de casos de intoxicação alimentar dos brasileiros.

O uso de agrotóxicos, portanto, deve ser atenuado com a iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com as escolas municipais, farmacêuticos e médicos especializados nos malefícios dos agrotóxicos, de realizar a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras educacionais, instruindo a cada aluno os malefícios dos agrotóxicos na alimentação, além do aumento dos impostos para com o uso de defensivos agrícolas na agricultura de produção de alimentos de modo a garantir a redução de defensivos agrícolas nos alimentos, mas também aumentar a fiscalização da produção de alimentos, certificando-se do uso moderado de defensivos agrícolas na agricultura do país.