O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/10/2018
Durante o período Neolítico, nos primórdios da Humanidade, o ser humano, ao descobrir a agricultura, fixou-se em vilas e adotou comportamentos sedentários. Porém, no mundo contemporâneo, os agricultores precisam adotar práticas inadequadas para impedir que pragas dizimem a plantação, originando riscos à saúde dos consumidores e ao equilíbrio do ecossistema.
Destarte, verifica-se uma situação preocupante, pois essas substâncias podem provocar diversos efeitos nos consumidores, como câncer, infertilidade, danos aos rins e ao fígado, alergias e doenças cardíacas. Além disso, acarretam a contaminação direta do solo, tornando-o frágil e infértil, da água, podendo causar a morte de espécies animais e vegetais que vivem nesse meio, e do ar, intoxicando pessoas e outros organismos vivos.
Segundo um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), cada brasileiro consome o equivalente a 5,5 quilos de agrotóxicos por ano. Dessa forma, o Brasil é o país que mais consome essas substâncias no mundo.
Portanto, verifica-se a necessidade de minimizar o uso de agrotóxicos no país. Mormente, o Governo Federal, em parceria com a Embrapa, deve tornar acessível o uso de tecnologias que permitam o monitoramento da produção para pequenos proprietários, como drones e máquinas para o controle de qualidade do solo, além de realizar propagandas nos principais meios de comunicação, como televisão e redes sociais, incentivando os produtores a monitorarem o cultivo, oferecendo o suporte adequado através de guias, disponibilizados na internet ou em pontos de distribuição físicos. Desse modo, o auxílio da tecnologia no campo mostra-se fundamental, assim como na Revolução Verde, no século XX, onde a introdução da ciência nas práticas agrícolas aumentou a produção e revolucionou a agricultura.