O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/10/2018
Agrotóxicos, um perigo invisível
Os agrotóxicos são produtos químicos que alteram a composição da flora e da fauna com o objetivo de evitar que doenças, insetos ou plantas daninhas prejudiquem as plantações. A grande polêmica, porém, em relação aos agrotóxicos se deve aos efeitos prejudiciais de sua utilização: as mortes e intoxicações pelo uso desses produtos tornaram-se um grande problema de saúde pública.
A utilização massiva dos agrotóxicos se iniciou na década de 60, na chama Revolução Verde. Essa revolução foi um movimento pela modernização da agricultura, com a utilização de máquinas, agrotóxicos e sementes geneticamente modificadas com o intuito de aumentar a produtividade. A partir daí, grande parte dos agricultores brasileiros, inclusive os pequenos, passaram a utilizar esses produtos. Hoje, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo.
Esses produtos, como o próprio nome diz, são tóxicos nocivos para a saúde. Os agricultores que trabalham com a aplicação de agrotóxicos e a população que vive próximo às plantações se tornam os mais vulneráveis, pois estão em contato direto com os produtos. Mas o risco não se restringe a eles, toda a população está exposta à contaminação quando consome esses alimentos.
Pesquisas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e o Ministério da Saúde apontam que agrotóxicos podem causar diversas doenças, como problemas neurológicos, motores e mentais, distúrbios de comportamento, infertilidade, doença de Parkinson, aborto, má formação fetal, entre outras. Apesar de muitos dos agrotóxicos já serem proibidos na União Europeia e nos Estados Unidos, ainda são largamente utilizado no Brasil.
Uma solução viável para reduzir o consumo desses defensivos agrícolas é trocar o agronegócio pela agroecologia, que é um sistema de produção sustentável, economicamente viável e socialmente justo. A agroecologia usa adubos naturais, mantém o solo fértil, tem alta produtividade e gera mais empregos. Com mais incentivo do governo, pode alcançar o dobro da produtividade do agronegócio. Além disso, é necessário pressionar o governo por mudanças nas políticas públicas, pelo banimento dos agrotóxicos e pela implantação de uma Política Nacional de Agroecologia.