O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 29/10/2018

Muros toxícos

A queda do muro de Berlim, em 1989, sinalizava o fim da Guerra Fria, marcava também, a consolidação do capitalismo como sistema econômico predominante. Este fato, impulsionou a desumanização da população, que começou a dar mais valor ao dinheiro e deixou de lado questões humanitárias. Prova disto, é uso de agrotóxicos em excesso, que reduz a perda de produto final e aumenta o lucro, porém, traz malefícios tanto para a saúde quanto para o meio ambiente.

Sob esse viés, é necessário analisar o descaso do governo perante a este problema. Segundo a Fiocruz,  a média de intoxicações com agro defensores, por ano, é de cerca de 8,8 mil pessoas no Brasil, assim, percebe-se a precariedade do sistema em controlar o fluxo destes. Ademais,  o atual Ministro da Agricultura, Blairo Baggi, propôs a mudança do nome de “agrotóxico” para “produtos fitossanitários”, proposta que mostra que, além de não controlar tais agroquímicos, o governo quer normalizar a atual situação.

Diante da situação supracitada, é importante observar os efeitos dessas pesticidas no meio ambiente. Segundo o artigo 225 da Constituição Cidadã de 1989, a população tem direito de viver em um ambiente ecologicamente equilibrado e que é dever do Estado a manutenção dele, com isso, percebemos que o funcionamento da lei primordial brasileira não funciona como deveria. Logo, essa falta respeito leva a contaminação do solo e das águas mostrando que a regência nacional está cavando a própria cova.

Portanto, para atenuar a questão ambiental e de saúde se faz necessária a tomada de medidas emergenciais. A Secretaria da Agricultura deve ser reorganizada de uma forma que suas propostas não sejam contra a Constituição Federal, isso deve ocorrer por meio da escolha consciente do Presidente da República, para que ele nos limites de seu poderio incentive a preservação do meio ambiente e a diminuição gradual do uso de agrotóxicos, além de incentivar a pesquisa por um substituinte não tóxico. Fazendo assim, com que a população derrube mais um muro no caminho da sustentabilidade saudável.