O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo impede que a população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, nota-se não só a ameaça à saúde e ao meio ambiente, como o neglicenciamento das políticas de vigilância sanitária como problemas que devem ser superados de imediato para que uma sociedade saudável seja alcançada.
É indubitável que, no contexto do século XXI, os agrotóxicos são amplamente utilizados na agricultura. Por fruto disso, tem-se não só uma geração que consome alimentos com alto índice de resíduos de agrotóxicos, mas também nota-se o meio ambiente sendo prejudicado no solo e nas águas. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), só entre os anos 1999 e 2012, no Brasil, foram registrados cerca de 114 mil casos de intoxicação aguda pelo uso de agrotóxicos. Cabe ao governo mudar esse quadro, já que, é não só uma ameaça ao meio ambiente, mas também à saúde da população, afinal, como disse o filósofo estadunidense, Ralph Waldo, “A maior riqueza é a saúde”.
Faz-se indispensável, ainda, salientar a falta de fiscalização do número permitido desses produtos químicos nos alimentos. Sabe-se que, é papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) observar esse cenário, sabe-se, também, que com a devida fiscalização no uso dos defensivos agrícolas, danos à saúde e ao meio ambiente podem ser evitados, contudo, infelizmente isso não acontece. De acordo com um estudo realizado pela ANVISA, algumas frutas e verduras foram encontradas com resíduos químicos acima do permitido. Essa situação ignóbil está relacionada à inexistência ou incipiência de políticas públicas voltadas ao enrijecimento do sistema de fiscalização, além de que informem à população os danos causados à saúde e ao meio ambiente pelo uso desenfreado de alimentos com agrotóxicos.
Destarte, pela observação dos aspectos analisados, faz-se indispensável que o Estado, por seu caráter abarcativo, em união à Organização Mundial da Saúde (OMS), promova uma campanha, que se chamaria “Menos agrotóxicos”. Nela, ambientalistas e médicos dariam palestras em universidades e participariam de programas e propagandas midiáticas, com o intuito de informar à população os resultados malfazejosos à saúde e à natureza causados pela utilização inadequada dos defensivos agrícolas. Pode-se, ainda, viabilizar 10% da verba destinada à saúde para a fiscalização nesse segmento, além do tratamento de intoxicações por causa dos resíduos químicos. Logo, essa ameaça constante à saúde e ao meio ambiente poderá ser combatida.