O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/11/2018
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele nota-se acertada sua decisão: a postura insuficiência do Estado Brasileiro frente ao controle de qualidade da produção agrícola é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento que mira o progresso da saúde publica e o bem-estar da sua população. Com isso, surge a problemática do uso em excesso de agrotóxicos que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela baixo grau de educação no ambiente familiar, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
Em primeira analise, cabe ressaltar que no ambiente familiar, no qual, em muitas famílias, com baixa formação educacional é um dos fatores pra pouca disseminação de informações do malefícios de alimentos com excesso de pesticidas, inquestionavelmente torna-se crianças e adultos vulneráveis a doenças ou em último caso a morte por intoxicação alimentar, o que leva o questionamento da saúde mental desses pais. Conforme o pensador indiano Oshe, o medo da exclusão social é a principal causa para um indivíduo deixar de lado a sua própria identidade, o que pode gerar consequenciais como a depressão e o suicídio.
Outro fator importante reside no fato de que as pessoas estão vivendo tempos de “modernidade líquida”, conceito proposto pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o qual evidencia o imediatismo das relações sociais. Atualmente, pode-se notar que o fluxo de informações ocorre em grande velocidade, fenômeno que muitas vezes dificulta uma maior reflexão acerca dos dados recebidos, acostumando o ser a apenas utilizar o conhecimento prévio. O individuo, então, quando apresentado a comerciais tendenciosos dos ’’ benefícios’’ dos pesticidas, tem dificuldade em enxergar suas mazelas, uma vez que, sua opinião baseou-se somente em uma esfera de vivência, o que pode comprometer a o pensamento crítico.
Diante disso, urge que o Poder Público intensifique campanhas de conscientização social, por meio de mídias de grande alcance. É imperativo, também, que o Ministério da Justiça ampliar as punições do em excesso de pesticidas, estipulando concentrações máximas por hectares, com a finalidade de preservar a saúde de seus consumidores, juntamente com o incentivo à criação de ONGs com o intuito de denunciar tal problema. Em consonância, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde estimular as escolas a desenvolverem palestras,projetos, e atividades lúdicas que retratem os prejuízos ao corpo de alimentos que contém essas substâncias.