O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/11/2018
Desde de o Iluminismo, sabe-se que uma nação só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, quando se observa a grande quantidade de agrotóxicos utilizados nas lavouras, bem como suas consequências para a saúde humana e para o meio ambiente, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal Iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Mormente, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o exacerbado uso de agrotóxico rompe essa harmonia, já que os pesticidas provocam intoxicações em trabalhadores, poluem o lençol freático e torna o consumidor dos produtos suscetíveis a desenvolver várias doenças. Dessa forma, o almejado equilíbrio Aristotélico torna-se inatingível.
Outrossim, destaca-se a falta de fiscalização em consonância capacitação frágil como impulsionador do problema, dado que, de acordo com estudos desenvolvidos pela Universidade de Campinas, o uso de defensivos agrícolas, assim como os casos de intoxicações aumentaram nos últimos anos. Logo, observa-se que é preciso o Estado usar o seu poder de polícia para implantar medidas de fiscalização e capacitação eficientes, posto que, segundo Max Weber, o Estado possui o monopólio do uso legítimo da força.
Destarte, medidas devem ser tomadas, afim de regular o uso de agrotóxicos no Brasil. Para isso, o Ministério da Agricultura deve promover cursos de capacitação, virtuais de presenciais, com o intuito de propiciar o uso consciente dos defensivos e, assim, evitar intoxicações. Ademais, a ANVISA tem de fiscalizar as lavouras e as hortifrutigranjeiras, com o objetivo impedir a comercialização de produtos contaminados e, por fim, faz-se preciso o IBAMA fiscalizar o punir aqueles que provocarem a poluição do solo e do lençol freático. Feito isso, o Brasil poderá superar o problema.