O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/11/2018

Enquanto alguns países da Europa enrijecem as políticas contra a liberação do uso de agrotóxicos, o Brasil caminha na contramão. Esse caminho tornou-se evidente após a aprovação do projeto de lei que concede maior poder aos agricultores utilizarem produtos nocivos à saúde humano. Nesse contexto, é importante notar que a diminuição do uso de agrotóxicos no Brasil é um desafio, infelizmente, devido às atividades econômicas e às dificuldade dos órgãos fiscalizadores exercer suas funções.

Inicialmente, é válido ressaltar que o modo produção econômica é o principal motivo que leva a essa postura e dificuldade. Ao contrário da Europa onde a produção é mais voltada à subsistência e há uma maior preocupação com o produtor que será consumido, o Brasil com sua vasta área e enorme biodiversidade sempre destinou a maior parte de seus produtos à agroexportação. De acordo com um dado da OMC, o país é o segundo maior exportador de produtos alimentícios do mundo. De fato, tal dado se relaciona ao conceito do materialismo histórico, trazido pelo pensador karl Marx: o modo de produção econômica de um país influencia na produção do intelectual da nação. Nesse sentido, há um comportamento da população mais tolerante e despreocupada em estabelecem metas para uso excessivo de agrotóxico, a fim de favorecer a economia.

Outrossim, é uma lástima observar a desvalorização dos órgãos como IBAMA e ANVISA que tentam impedir o avanço do uso químico. Essa tendência ocorre porque a população não foi ensinada dos risco da acumulação destes pesticidas no organismo.Conforme postula o sociólogo Bourdieu, o capital opressor dominante é perpetuado pela educação. Tal capital opressor seria essa desvalorização. Em nota técnica sobre o projeto de lei, a ANVISA salienta que o país não têm profissionais suficiente, atualmente, para fazer a análise de risco dos agrotóxicos. Uma vez que a formação desses profissionais exigem qualificação técnica e verbas governamentais. Sem essas conjunturas, os órgãos não conseguem revogar o uso de novos pesticidas.

Face ao expostos, torna-se necessária medidas que visem promover a diminuição do uso de agrotóxicos. Portanto, é preciso que o ministério da saúde invista em equipes qualificadas e especializadas oferecendo cursos específicos para os selecionados de seu concursos. De tal forma, essa equipe poderia mapear as regiões brasileiras onde há maior uso de agrotóxicos e estabelecer metas e multas gradativas para o não cumprimento. A renda gerada dessas multas poderá ser revertida na divulgação de campanhas nas escolas da importância dos órgãos ambientais, e na qualificação da formação desse profissional. Dessa forma, a população teria conhecimento dos riscos e poderia mudar o capital cultura nos ensinos,  valorizando as instituições ambientais e de saúde.