O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 02/11/2018

Durante a 2ª Guerra Mundial, o autor austríaco Stefan Zweig migrou para o Brasil devido à tirania nazista na Europa. Bem acolhido e deslumbrado com o potencial do novo lar, zweig escreveu um livro cujo título é debatido até hoje: ‘‘Brasil, o país do futuro’’. Contudo, no mundo pós-moderno, quando se observa o intensivo uso de agrotóxicos nocivos à saúde e ao meio ambiente, além da falta de controle sobre a utilização dos mesmos, vê-se que essa profecia não saiu do papel.

De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf, anomia é uma condição social em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. Depreende-se, portanto, que a legislação brasileira acerca do uso de agrotóxicos tornou-se um exemplo axiomático dessa anomia, posto que ela não só permite que trabalhadores rurais sejam diretamente expostos aos venenos como também não garante a segurança dos consumidores.

Outra questão relevante, nessa temática, é a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão - culminante da Revolução Francesa e inspiração para outras, como a da ONU de 1948 - que garante a todos os indivíduos o direito á segurança e ao bem estar social. Todavia, segundo dados da Fiocruz, no brasil acontecem mais de 20 intoxicações diárias alem de aproximadamente 25 mil crianças envenenadas desde 1999. Por conseguinte, é explícito que parte da população encontra-se impossibilitada de desfrutar desse direito histórico/internacional.

Nesse sentido, urge que o Poder Legislativo, por meio de deputados e senadores, torne mais rígida a legislação sobre o uso de pesticidas. a fim de coibir venenos ofereçam riscos a saúde dos brasileiros. De resto, o próprio Senado Federal pode difundir propagandas educativas e informacionais com o fito de de alertar aos trabalhadores rurais sobre os riscos do contato direto com agrotóxicos. Dessa maneira, espera-se não só minimizar os efeitos dos agrotóxicos, mas também progredir em direção ao país tão almejado por Zweig.