O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 02/11/2018

O Brasil, por enquadrar-se no grupo dos países subdesenvolvidos, subordina-se ao setor primário da economia. Por essa razão, acaba por adquirir um destaque quanto a exportação dos produtos agrícolas para o exterior. No entanto, o uso desregular dos agrotóxicos em suas mercadorias são responsáveis por desencadear impactos na saúde e no meio ambiente, evidenciando-se, assim, como uma problemática no país e no mundo.

A princípio, a utilização de herbicidas e variações, caracterizam-se como um mecanismo para combater pragas e doenças nocivas à produção no setor agrícola. No entanto, de acordo com o Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, cerca de 1,5 milhões dos trabalhadores rurais sofrem com os excessos na utilização dos agrotóxicos. Com efeito, os casos de câncer, má formação congênita e óbitos constatam os perigos enfrentados quanto a exposição ocupacional e ambiental.

Sob essa perspectiva, consoante ao pensador Zygmunt Bauman, a sociedade hodierna configura-se a partir da fluidez em suas relações. Nesse sentido, esse aspecto reflete-se na ganância pelo acumulo de capitais que propicia um descaso com a saúde e o meio ambiente. Isto é, os agroquímicos estão presentes na alimentação cotidiana, seja em vegetais, frutas e nos demais produtos consumidos. Logo, o consumo feito sem os cuidados higiênicos recomendados tornam-se um risco eminente.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Cabe ao Ministério do Trabalho incitar o uso regular do Equipamento de Proteção Individual (EPI) no campo de trabalho por meio da fiscalização efetiva, assegurando o cumprimento das normas de segurança. Outrossim, torna-se viável ao Ministério da Saúde em associação da mídia, estimular uma possível alternativa quanto os produtos orgânicos e orientar os métodos de higiene que devem ser feitos em suas residências. Desse modo, a qualidade de vida irá se sobrepor à concepção individualista vigente no âmbito social.