O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 02/11/2018

Atrofia

Sob a ótica do filósofo Thomas Hobbes são necessárias instituições proativas que garantam ordem e estabilidade em meio ao caos da natureza humana.Todavia, a problemática no que tange aos agrotóxicos é antagônico a esse pressuposto filosófico, dado que o preço exorbitante de produtos orgânicos unido às leis ambientais frágeis revelam o défice de ações enérgicas para o combate dessa substância.Nesse contexto, cada analisar os elementos que nutrem o abusivo uso de agrotóxicos no Brasil.

Deve-se pontuar, de início, a distância entre o valor dos alimentos orgânicos e a realidade salarial brasileira.Desde a época açucareira colonial, durante a República coronelista até ao monopólio de soja da atualidade, a hierarquia e campo se mantiveram conectados.Tal fato se reflete no preço abusivo dos produtos sem agrotóxico, em vista do baixo poder de compra da população, graças ao grande arcabouço tributário, e a carência de subsídios estatais que motivem a venda desse produto.Dessa forma, a indústria do agrotóxica permanece somado à graves complicações como a poluição de lençóis freáticos e morte de espécies de plantas marinhas.

Outrossim, além de um mercado limitado, a fragilidade de cláusulas pétreas ambientais é preocupante.Nos anos 60, com o lançamento da obra “A Primavera silenciosa” da bióloga Rachel Carson e sua crítica aos danos causados por inseticidas na agricultura, foi criado a agência ambiental dos Estados Unidos.Entretanto ,o Brasil ainda se mantém longínquo à tal mentalidade ao perpetuar a sobrevivência de uma legislação ambiental com multas irrisórias aos grandes proprietários e a amenizar a burocracia relacionada aos agrotóxicos em um projeto de lei de 2018.Dentro dessa lógica, é constatada  a negligência com a seguridade alimentar Estatal e aos danos à saúde ocasionados à população, como câncer e doenças neurológicas.

Fica nítido, portanto, que sob viés contrário ao de Thomas Hobbes, não há medidas vigorosas que finde a continuidade do uso desse veneno.Nesse prisma, é vital que o Ministério da Fazenda conceda subsídios á empresas de produtos orgânicos com a formação de equipes especializadas que validem a real segurança do alimento, a fim de desfavorecer o uso de inseticidas pelo mercado.Ademais, que a sociedade civil se organize em conjunto com a publicidade das mídias digitais para o requerimento, pela pauta participativa do Congresso, do engrossamento de punições ao uso dessa substância para melhorar a qualidade alimentar.Com esses atos, a atrofia da proliferação desse tóxico irá acontecer.