O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 21/12/2018
Com a superpopulação mundial, a demanda por produtos diversos, entre os quais, os agrícolas, tem aumentado, expressivamente, e, juntamente a ela, as grandes plantações. Assim, em vista de proteger essas contra o clima e as pestes, faz-se necessário o uso de determinados agrotóxicos, que, no Brasil, em função da intensa atividade agrícola de exportação, apresenta-se em índices elevados, em comparação a outros países. Contudo, o uso excessivo ou incorreto dessas substâncias, somado ao desinteresse de boa parte da população pelo tema, tem acarretado diversas consequências, tanto para os trabalhadores agrícolas, quanto para os consumidores de seus produtos.
Há de se destacar que, não todos, porém, muitos desses produtores administram, incorretamente, os “venenos”, como são chamados, tanto em fazer uso dos que são proibidos para o cultivo de seus produtos, quanto em utilizá-los sem os equipamentos devidos. Isso se deve, muitas vezes, ao fato das substâncias proibidas serem mais acessíveis e à descrença na necessidade do aparato adequado à realização de tal serviço, ou à dificuldade de sua obtenção pelos mais pobres. Além disso, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, segundo o INCA, com mais de 1 milhão de toneladas por ano. Verdade é que essa situação não deve prosseguir, pois, já está acarretando diversos problemas ambientais, nas regiões das plantações, e de saúde aos produtores e suas famílias.
Além de tudo, principalmente no Brasil, há um forte desinteresse popular, no que diz respeito a esse tema, o que ofusca os efeitos do problema, diminuindo sua repercussão social e, portanto, obstaculizando o combate ao mesmo. Muito embora, programas de instrução e incentivo na busca por informações a esse respeito têm sido cada vez mais frequentes. Contudo, a partir do momento em que se assume que produtos alimentícios saturados de substâncias agrotóxicas são prejudiciais a saúde, percebe-se que a desinformação também afeta, diretamente, o consumidor: cada brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxicos, em média, por ano, de acordo com o IBAMA. A isso, há técnicas para a limpeza dos alimentos, que permitem a purificação, não total, porém, suficiente, dos mesmos. Todavia, sem a devida relevância por parte da sociedade, essas tornam-se medidas triviais.
Portanto, nota-se que é preciso administrar uma mudança cultural, principalmente, aos trabalhadores rurais e ao público consumidor brasileiros. Assim sendo, faz-se necessário a abertura de programas a esses, que visem, através das redes sociais, da mídia, do cinema e das propagandas, apresentar-lhes e incentivar possíveis alternativas ao uso de agrotóxicos, a correta utilização dos mesmos e do equipamento necessário para tal e os procedimentos de purificação dos alimentos. Essa deve ser uma iniciativa governamental, o que não impossibilita a ação de outras organizações privadas e das ONG’s.