O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 23/01/2019

É grande a discussão acerca do uso crescente de agrotóxicos pelos países, haja vista as consequências negativas que estes produtos acarretam à saúde e ao meio ambiente. A busca constante por lucro pelas grandes empresas comercializadoras deste produto desconsidera os riscos que os mesmos causam. Diante disso, é necessário apontar as implicações desta prática para a garantia de uma sociedade sustentável.

Os agrotóxicos correspondem a substâncias químicas usadas para combater pragas que danificam plantações. O uso desses produtos é intenso na agricultura e teve seu marco inicial na década de 1960, na chamada Revolução Verde, na qual buscou-se modernizar as técnicas de agricultura a fim de incrementar a produtividade.

Apesar de serem bastante usados, os defensivos agrícolas dividem opiniões. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, já se posicionou várias vezes sobre as consequências negativas do uso de agrotóxicos. Entre as principais consequências apontadas por esta organização, destacam-se a contaminação do solo e dos lençóis freáticos. No ser humano, aponta-se a possibilidade do surgimento de doenças cancerígenas e renais, além da depressão.

Ressalta-se ainda o comércio lucrativo que circunda a venda dos agrotóxicos mundialmente. Multinacionais como a Monsanto faturam bilhões anualmente. Estas empresas, muitas vezes, desconsideram recomendações importantes de especialistas em saúde acerca dos efeitos nocivos dos agroquímicos para a saúde ambiental e humana.

Nessa diapasão, observa-se a necessidade de aumentar o controle do uso desses produtos pelos órgãos reguladores dos países, em especial os em desenvolvimento, como o Brasil, nos quais a comercialização de agrotóxicos é mais intensa. A criação de leis mais rígidas para limitar o uso de agroquímicos na agricultura, aliada a estudos massivos sobre os reais efeitos destes ativos químicos, representa medida essencial para a garantia da segurança alimentar e ambiental.