O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/01/2019

Os agrotóxicos foram amplamente utilizados durante a Segunda Guerra como armas químicas. Após esse período passou a ser empregado como defensivo agrícola, no entanto, só chegou ao Brasil após  a Revolução Verde, onde passou a ser utilizado de maneira cada vez mais significativa. No contexto social vigente, nota-se que o uso desses pesticidas é altamente prejudicial à saúde e à natureza. Nesse sentido, torna-se necessário discutir como a negligência governamental, bem como o aumento da resistência das pragas relacionam-se diretamente com o problema.

Em primeiro lugar, considera-se a omissão do governo como fator determinante do impasse. A Constituição do Brasil- promulgada em 1988 durante a Nova República- assegura a todos os cidadãos o direito à saúde. Entretanto, consoante o Programa de Vigilância de Saúde, cerca de 114.600 registros são realizados, anualmente, por intoxicação alimentar devidos aos inseticidas. Diante disso, vê-se que a realidade brasileira não condiz com a carta magna, uma que o governo- principal responsável por garantir a saúde da população- falha em não tomar atitudes eficientes quanto a diminuição desse produto nas lavouras, além de não realizar vistorias a fim de verificar se eles estão sendo utilizados de forma correta, como diz a lei.

Paralelo a isso, vale evidenciar, que muitas vezes, o aumento da quantidade de pesticidas utilizados nas lavouras é devido a resistência criada pelas pragas durante os anos. Sobre isso, sabe-se através do livro “A Origem das Espécies “- escrito por Charles Darwin- que o ambiente seleciona as espécies mais aptas para viver em um determinado local e como consequência disso, ocorre a evolução. Nesse sentido, conclui-se que as pragas de hoje são muito mais difíceis de serem eliminadas que antes, tornando-se necessário aumentar a quantidade de veneno nas plantações, assim como está acontecendo na conjuntura atual.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que o aumento do uso de pesticidas é um desafio da contemporaneidade, o qual evidencia a importância de políticas públicas acerca dessa questão. Primordialmente, cabe ao Governo Federal, realizar parcerias com pequenos produtores rurais, aonde  estes farão o plantio de alimentos orgânicos que serão comprados pelo estado por um preço mais alto e vendidos para os maiores supermercados do país por um preço relativamente baixo. Ademais, o mesmo órgão, mediante o aumento do percentual de investimentos, poderá  realizar programas de incentivos ao ramo científico, a fim de buscarem desenvolver defensivos menos agressivos as plantas e a população. Ao percorrer esse caminho, espera-se que a problemática seja gradativamente minimizada na sociedade.