O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 08/02/2019
A Revolução Verde, iniciada no México em 1950, representou avanços tecnológicos na produção agrícola, impulsionando o uso de agrotóxicos com objetivo de intensificar a manufatura. No entanto, o uso demasiado desses produtos proporcionou o surgimento de riscos à saúde humana, como intoxicações e a longo prazo o desenvolvimento do câncer. Sob essa perspectiva, torna-se um desafio a erradicação de substâncias tóxicas, em razão da negligência governamental e desconhecimento dos perigos por parte da sociedade civil.
Mormente, ao analisar a utilização dos agrotóxicos sob o prisma da dinâmica capitalista, nota-se que a obtenção de lucros é mais importante que a saúde humana, evidenciada na aprovação da PEC da Lei do Veneno, a qual libera o uso de substâncias proibidas a fim de potencializar a produção. Consequentemente, essa negligência governamental ocasiona reflexos negativos aos seres humanos, pois impulsiona a expansão dos números de casos de pessoas com câncer, além de proporcionar mudanças significativas no meio ambiente, necessitando de uma atenção para evitar agravantes, como morte e a contaminação do solo. Dessa forma, a Constituição de 1988 assegura o direito à saúde, o qual acaba sendo desrespeitado por tais práticas.
Na visão do filósofo Aristóteles: A política visa garantir o bem-estar e a felicidade dos cidadãos. Em contrapartida, no contexto contemporâneo brasileiro, observa-se que o desconhecimento populacional acerca dos malefícios dos agrotóxicos formula uma sociedade alienada, aceitando a aplicação demasiada dessas substâncias.Desse modo, o viés individualista proporciona o crescimento dos abismos sociais, ocasionando uma estrutura desigual e sem a produção de alimentos saudáveis.
Urge,portanto, que o uso de agrotóxicos no Brasil é um desafio, em razão da negligência governamental e o desconhecimento dos riscos por parte da população. Diante disso, o Poder Executivo, representado pelo Ministério da Agricultura, deve promover a elaboração de regras, além de promover a sistematização da utilização de substâncias tóxicas, por meio de debates com órgãos e empresas intencionais, a fim de garantir a saúde da população e evitando a contaminação do solo. Outrossim, com objetivo de intensificar tal medida, a formação de equipes que ajam na fiscalização e na aplicação de multas às instituições cujas não sigam a diretriz formulada, acarretando em reflexos positivos no meio social.