O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 15/02/2019
O uso de agrotóxicos em demasia configura um dos maiores problemas encontrados na sociedade atual em escala mundial. No Brasil, essa questão vem se agravando a partir dos anos 2000, tornando-o um dos países que mais consome agrotóxicos no mundo (cerca de 20% de toda a produção). À medida que os produtores buscam mais lucro em menos tempo e trabalho, assim aumentam os números de intoxicação e diminui a valorização do trabalhador responsável e consciente dos riscos.
Embora a regulamentação quanto aos defensivos agrícolas aumente constantemente, com novos projetos de lei e mais pesquisas realizadas por ONG’s, estes ainda não são suficientes para garantir segurança à população. Além dos males causados ao produtor rural, que faz uso de agrotóxicos ocasionalmente sem a devida proteção, essa é uma questão que se encerra na mesa do consumidor. Por muitas vezes, famílias alimentam-se de produtos contaminados, seja por falta de informação ou a fim de economizar nas compras, aumentando os riscos de futuras doenças.
Porém, existem soluções para a diminuição do consumo deste produto, como a produção integrada e a agricultura orgânica. Entretanto, estes alimentam-se tornam-se mais caros tanto para o produtor quanto para o consumidor. Dessa forma, a falta de valorização destes trabalhadores conscientes traz prejuízos sociais à população que tende a ficar doente e aumentar as taxas de óbito causadas pelo uso desenfreado desse veneno.
Assim, tendo em vista que no Brasil, entre 1999 e 2012, foram registradas mais de 114 mil mortes por intoxicações causadas por agrotóxicos, torna-se evidente a necessidade de melhorias nessa área. Desse modo, é necessário que o Governo, com apoio do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, busque uma fiscalização constante dos defensivos agrícolas disponíveis no mercado e como estes estão sendo usados, além da criação de programas que apoiam o pequeno produtor responsável, garantindo assim mais segurança para todos os cidadãos.