O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 19/02/2019
Agrotóxicos e os problemas socioambientais
No século XX, com a Revolução Verde, o Brasil e o mundo passaram a aumentar significativamente o uso de agrotóxicos, para o combate de pragas e doenças nas lavouras, objetivando uma maior produtividade. Embora a melhoria econômica, seu uso traz grandes prejuízos sociais causados, sobretudo, pela insuficiência de fiscalização e do manuseio dos produtos, bem como por projetos de lei que buscam enfraquecer a legislação vigente.
A ineficácia do controle e uso dos agrotóxicos é cada vez mais preocupante. Conforme estudos da Unicamp, tal situação causou a morte de 1,5 milhão de trabalhadores rurais por intoxicação e incontáveis danos à saúde para os consumidores, em função da aplicação dessas substâncias acima do permitido. Esses dados revelam que a atuação de órgãos da saúde, trabalho e meio ambiente, visto que o solo, água e animais também são afetados, devem ser mais rígidas.
No entanto, novos projetos de lei, defendidos pela bancada ruralista, buscam a adoção de medidas mais brandas, as quais seriam estabelecidas unicamente pelo Ministério da Agricultura. Dessa forma, entende-se que, mesmo com a atuação da Anvisa e do Ibama, os danos sociais e ambientais já possuem tamanha proporção, com a ausência da sua ação, a tendência seria o agravamento dessa triste realidade.
Assim, os órgãos responsáveis pela saúde, trabalho e meio ambiente devem atuar de maneira conjunta por meio de ações judiciais que endureçam a legislação vigente, através de uma maior fiscalização, exigência de cursos aos funcionários que farão uso de tais substâncias e diretrizes ambientais mais duras. Além disso, esses devem buscar impedir a provação de tal projeto que fere os direitos humanos. Dessa maneira, tal cenário poder-se-ia ser atenuado.