O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 22/02/2019
A mecanização do campo brasileiro devido à Revolução Verde na década de 70 trouxe um imenso aumento na escala produtiva agrícola nacional. Ademais, soma-se a esse panorama a adoção de biotecnologias, a exemplo de agrotóxicos, que ajudam a ampliar ainda mais esta margem. Entretanto, quando seu uso se torna desenfreado e não fiscalizado, ele traz gravíssimas consequências, abalando não somente a saúde da sociedade, mas também a ambiental.
Assim, ao utilizar sem regulamentação, o agricultor está contaminando todo o ecossistema local pelo uso dos pesticidas. Tal processo ainda é catalisado pelo uso extensivo das substâncias nos latifúndios monocultores, contabilizando 45,1% das terras cultiváveis brasileiras, de acordo com a FAO, sendo isto, um resultado direto da Lei de Terras de 1850. Desse modo, ao contaminar o solo, rios e aquíferos subterrâneos, os pesticidas interferem em toda a rede trófica local, levando consequências gravíssimas a toda a sociedade.
Destarte, ao ingerir água de fontes impuras ou alimentar-se de produtos expostos a agrotóxicos, toda a sociedade estará sujeita a uma intoxicação gravíssima. Tal processo é nomeado de magnificação trófica ou bioacumulação, ocorrendo pela incapacidade do corpo humano em metabolizar as substâncias nocivas. Ademais, quando acumuladas em quantidades expressivas, as substâncias maléficas levam ao não funcionamento de órgãos vitais, como intestino e fígado, e em piores casos, ao falecimento do indivíduo. Devido a isso, mudanças imperativas são urgentes.
Portanto, para que o anseio de aumentar a produção agrícola e os lucros recebidos não custem o bem-estar dos ecossistemas e dos seres vivos, deve-se acionar o poder Legislativo e o Ministério da Agricultura. Tal parceira deve resultar na elaboração de uma lei que dê mais rigidez ao uso de agrotóxicos, fazendo-os passar por uma série de prévios testes químicos que estimem suas consequências a população e ao meio ambiente. Torna-se terminante também que as prefeituras municipais incentivem a produção orgânica das pequenas propriedades através da elaboração de feiras periódicas, ou até mesmo com apoio financeiro. Somente assim será possível desfrutar de alimentos saudáveis sem o receio de sermos vítimas da ganância estatal.