O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 23/02/2019
Há décadas o Brasil vive numa espécie de corrida maluca em busca do pote de ouro atrás do arco-íris quando o assunto é desenvolvimento. O tão almejado status de país desenvolvido vem se consolidando através de grandes projetos de infraestrutura, os quais, infelizmente, vem causando um alto custo socioambiental para todo o conjunto da sociedade brasileira. A utilização em larga escala de agrotóxicos na produção de insumos alimentares é um aspecto relevante nesse contexto. O direito constitucional ao meioambiente ecologicamente equilibrado e ao bem estar social tem se configurado um complexo desafio.
A educação é fator preponderante nessa análise. Ocupando, hodiernamente, uma posição emergente na economia mundial, seria racional acreditar que o país possui um ordenamento político público de ensino que promova cuidado/zelo ecológico quando no trato das práticas alimentares, quer seja produção ou consumo. A realidade, no entanto, é antagônica. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2449 pessoas morreram intoxicadas por agrotóxicos, entre os anos de 1999 e 2012, no Brasil.
Faz-se necessário também apontar a postura fluida de valores éticos e morais de empresas agropecuárias como impulsionadora desse problema. As séries históricas produzidas têm contribuído muito para a evolução socioeconômica nacional, porém, vêm acompanhadas de um significativo passivo: a degradação da saúde humana e ambiental.
Infere-se, portanto, que ainda há graves entraves à efetivação de um meioambiente equilibrado e sadio aos indivíduos sociais. Urge, assim, a necessidade de um posicionamento estatal mais atuante no enfrentamento da questão em tela, de modo a combater as sucessivas violações aos direitos da pessoa humana. O desenvolvimento socioeconômico não pode sobrepujar-se ao homem e à sua dignidade, antes deve ser seu aliado. Espera-se, pois, a implementação de medidas que convirjam interesses.