O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 04/03/2019

Com o aumento da população, surgiu a necessidade da criação de mecanismos que favoreçam o crescimento da produção agrícola. Nesse contexto, surgem os agrotóxicos, compostos orgânicos, que têm, por finalidade, eliminar dos cultivos, nacionais e internacionais, organismos que venham impedir o desenvolvimento efetivo da plantação. O Brasil, é um dos maiores produtores e exportadores de produtos agrícolas do mundo. Em decorrência disso, se tornou, internacionalmente, o maior consumidor de fitossanitários. Como consequência do uso, exacerbado, dessas substâncias, se percebeu, ao longo dos anos, que os “defensivos agrícolas” são, na verdade, grandes inimigos do homem e do meio ambiente. E seu uso indiscriminado acarreta sérios danos, como, o adoecimento da população  e a contaminação dos solos e lençóis freáticos.

A exposição do ser humano aos agroquímicos, seja na lavoura, durante a diluição dos compostos e pulverização; ou na mesa dos consumidores, durante as refeições, apresenta diversos prejuízos à saúde. Dermatites, alterações da função hepática, doenças oculares, são exemplos de patologias associadas ao uso de agrotóxicos no campo, principalmente se utilizado de maneira desenfreada, como mostra uma das dissertações do programa de pós-graduação em saúde coletiva, do departamento de saúde coletiva, da Universidade Federal do Ceará, que foi embasada em estudos realizados, com um grupo de agricultores da região do Jaguaribe, no Ceará.

O uso de biocidas no Brasil foi consolidado pela lei 7.802 de 1989. No entanto, seu uso inconsequente, além de ser prejudicial ao bem estar dos seres humanos, também, acarreta danos ao meio ambiente. Na pulverização, além de ser lançado sobre as plantas, atinge o solo, que, por sua vez, possui alta capacidade de absorção, e, diante de longos períodos de exposição, se torna ácido e consequentemente, infértil. O descarte incorreto das embalagens de pesticidas, também, é um agravante dessa contaminação, poluindo  a terra e fontes hídricas. Como abordado pela ONU, e, publicado em 2018, pelo site da revista Exame.

Tomando por base os argumentos mencionados, se constata que o uso desregrado de fitofármacos compromete a integridade humana e ambiental. Assim, faz-se necessário que o ministério da agricultura, por intermédio das secretárias municipais do meio ambiente, realizem fiscalizações rigorosas nas lavouras de cada cidade, com o objetivo de conscientizar os produtores quanto ao uso exagerado do agrotóxico e, o uso de substâncias de média e alta toxicidade. Ademais, cabe ao ministério da agricultura, incentivar o uso da biorremediação no campo, reduzindo o uso de agrotóxicos e, posteriormente, sua extinção no país.