O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
Os agrotóxicos foram criados e utilizados durante a Segunda Guerra Mundial como um tipo de arma química. Quando a guerra acabou, esses produtos passaram a ser utilizados como defensivos agrícolas. Nesse contexto, observa-se que desde então o uso desses itens pelas industrias aumentou ao longo dos anos, iniciando uma luta cotidiana dos cidadãos, que buscam ultrapassar as barreiras às quais os separam do direito a uma alimentação sem o uso exacerbado de produtos químicos. Logo, são necessárias ações governamentais e de industrias alimentares, visando o enfrentamento dessa situação.
A Constituição Cidadã de 1988 garante a saúde de qualidade como direito de todos e dever do Estado, assegurando o bem estar de todo cidadão. Porém verifica-se que esse conceito não está sendo posto em prática. Segundo o Programa de Vigilância da Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos, 114.598 registros são feitos anualmente, devido à contaminação por agrotóxicos. Isso se deve pela falta de fiscalização governamental para evitar o uso abusivo desses produtos, juntamente com a falta de capacitação adequada de trabalhadores que utilizam os pesticidas no campo.
Ademais, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as atitudes éticas tendem a diminuir devido à fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, os empresários agrícolas estando nessa situação egocêntrica, acaba por perpetuar o aumento da produtividade proporcionada pelo uso de defensivos em detrimento da saúde humana e do meio ambiente, lesando o consumidor e sua família. Por isso, os desafios para a diminuição do uso de agrotóxicos estão presentes na estruturação desigual da sociedade, bem como em seu viés individualista.
Portanto, o uso de agrotóxicos é uma problemática no âmbito social. Nesse sentido, o Governo por meio do Ministério da Agricultura, deve impulsionar debates internacionais que visem estabelecer normas às corporações transnacionais, de forma a combater as sucessivas violações do direito humano à alimentação. Ademais, sob fiscalização governamental, indústrias alimentares devem promover cursos profissionalizantes na área da agricultura, ensinando a utilização correta dos defensivos agrícolas, objetivando evitar a contaminação ambiental e, consequentemente a proteção da saúde dos seres vivos. Logo, diferente do período da Segunda Guerra Mundial, o índice no uso de agrotóxicos seria reduzido.