O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 19/03/2019

Amplamente utilizados na Segunda Grande Guerra como arma química as propriedades de defensivos agrícolas dos agrotóxicos foram somente descobertas ao final desta. No Brasil, atualmente, o uso de químicos na agricultura se eleva a cada ano o que acarreta diversos problemas ambientais e de saúde para a população, ademais há também o aumento da negligência parlamentar. Com efeito, convém ressaltar as consequências e possível solução para esse entrave social.

É incontestável que o Brasil se posiciona como um dos países que mais utilizam agrotóxicos no mundo. Desse modo, é de suma importância salientar os imbróglios trazidos pela exacerbada utilização de biocidas nas plantações, dentre elas cita-se: o câncer, intoxicações alimentares, contaminação de lençóis freáticos e morte de abelhas - importante polinizadores naturais-. Além disso, este não se apresenta como uma solução para erradicação da fome mundial, o que torna mais inaceitável a falta de providências sobre o seu uso descontrolado que já vitimizou mais de 2.500 pessoas em treze anos.

Convém lembrar que, na Dinamarca, a agricultura será totalmente orgânica, ou seja sem a utilização de defensivos agrícolas, uma vez que isto se concretizou lei para ser cumprida até 2020. Em contrapartida à países desenvolvidos, os governantes brasileiros vêm aprovando sucessivas liberações de praguicidas por meio de emendas legislativas em 2019. No entanto, vale lembrar que é um problema decorrente da década de 60, visto que o Estado, naquela época, só financiava a compra de sementes caso o produtor adquirisse também adubo e agrotóxicos, o que incentivou ainda mais a “cultura química” nas lavouras.

Logo, urge uma ação rápida e eficaz do Estado, mais precisamente do Ministério da Saúde, Anvisa e do Poder Legislativo. O primeiro em conjunto com a Anvisa deve fiscalizar a origem e os efeitos que os defensivos causam na população, por meio de rigorosas pesquisas feita por cientistas especialistas. Ademais, é necessária a realização de projetos que consistam em informar os riscos de seu uso à sociedade, em especial aos produtores rurais. Este conhecimento poderia ser oferecido por meio de campanhas midiáticas ou panfletárias, visto o grande papel influenciador e de alta propagação. No que tange ao Poder Legislativo faz-se imprescindível uma maior precisão nas aprovações de agroquímicos com alto teor prejudicial aos indivíduos que consumirão os produtos. Assim, diminuir-se-ão os casos de morte e intoxicações.