O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 07/04/2019

A Revolução Verde, que ocorreu em meados de 1960, projetou aumentar a produção agrícola e superar a falta de alimentos. Para isso, implementou uma série de medidas, entre elas a utilização de agrotóxicos. Embora eficaz na resolução da crise alimentícia, os pesticidas em excesso geram problemas maiores que seus benefícios. Pode-se expor que no Brasil o seu uso é uma das principais causas de intoxicação. Nesse contexto faz-se fundamental analisar os fatos e fatores relacionados à sua aplicação.

A priori, é evidente que o uso de agrotóxicos expande a prática agrícola. No entanto, o seu impacto na saúde dos indivíduos tornou-se um problema. Isso pois, quando os resíduos dessas substâncias químicas, utilizadas na plantação para combater as pragas, estão em alta quantidade no produto final causam intoxicação nas pessoas que os ingere e, muitas vezes, tendem a desenvolver o câncer no estágio mais avançado da intoxicação. Acerca desse fato, explicita-se a tese do autor Michael Pollan, segundo a qual o homem é aquilo que come, isto é, provavelmente o crescimento nos casos de doenças está atrelado ao consumo. Dessa forma, é intolerável a continuidade do emprego de agrotóxicos em excesso, visto o seu perigo à vitalidade.

Além disso, é certo que o apoio governamental à utilização de pesticidas na plantação é ascendente. Isso devido ao grande número de integrantes da bancada ruralista no congresso brasileiro. Esses, na maioria das vezes, são latifundiários e praticam a monocultura, assim apoiam a prática nociva à saúde, visto que estão mais preocupados com o aumento na produção, que gera mais lucro, e desconsideram os imbróglios criados. Recém, foram registrados mais de 100.000 casos de intoxicações agudas causadas por agrotóxicos no Brasil. Desse modo, enganam-se aqueles que defendem a prática objetivando o lucro do processo produtivo, pois não só corroem a industria alimentícia, como também acometem a vida de milhares de inocentes.

Pode-se perceber, portanto, que o uso demasiado de agrotóxicos é prejudicial aos canarinhos e à toda população mundial. Para amenizar a problemática, cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério do Meio Ambiente a fiscalização das fazendas ativas produtivamente, a partir do treinamento de profissionais para visitar as produtoras periodicamente, a fim de multar os donos que desrespeitarem a quantidade máxima de pesticidas permitidos e informar ao povo, por meio da mídia, o resultado das visitas. Ademais, o Estado deve defender a saúde nacional e estabelecer um número máximo de cadeiras exclusivas aos ruralistas e um número mínimo aos ativistas no congresso nacional. Destante, quiça os imbróglios da Revolução Verde possam ser superados.