O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/03/2019
Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, o uso de agrotóxicos consolidou-se e permaneceu forte. A revolução verde, ocorrida entre as décadas de 1960 e 1970 trouxe inúmeras inovações para a agricultura, entre elas o agrotóxico, produto que visa a melhora das plantações, mas, na contemporaneidade, tem sido um verdadeiro retrocesso. Nesse sentido, surge uma problemática que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela insuficiência de fiscalização, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a falta de fiscalização na produção de alimentos agrícolas esteja entre as causas do problema. Nessa perspectiva, é notável que os agricultores utilizam os agrotóxicos com os melhores resultados, consequentemente os mais perigosos, prejudicando não somente a naturalidade dos alimentos como também a saúde dos próprios produtores. Além disso, pesquisas realizadas na universidade de Campinas mostram que o pimentão, o morango e a salada são os produtos com os maiores teores de veneno do mercado, sendo que muitos possuem agrotóxicos não autorizados. Desse modo, evidencia-se que a falta de fiscalização contribui para o crescimento exponencial dessa mácula agrícola.
Entende-se, portanto, que o uso inadequado do agrotóxico se dá pela fraca fiscalização das áreas produtoras e do consumismo como fato social. A fim de atenuar o problema, cabe a ANVISA uma fiscalização mais rígida, além do endurecimento das regras sobre o uso do veneno agrícola. Ademais, o Ministério da Agricultura e o Ministério da Saúde, devem fazer campanhas de abrangência nacional destacando o perigos do defensivo agrícola e cuidados com a limpeza dos alimentos, fato que pode diminuir o índice de agroquímicos. Dessa maneira, gradativamente o uso desse composto químico será diminuído e utilizado unicamente para o controle das pragas e não mais pela busca do alimento perfeito aos olhos da indústria.