O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 09/04/2019
A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos brasileiros o direito a saúde e a qualidade de vida, com tudo não é essa a realidade, desde que em 2008 o Brasil se tornou o país que mais consome agrotóxicos no mundo. Como resultado, pode-se notar um crescimento nos casos de intoxicação alimentar, câncer e um desequilíbrio ecológico enorme. Tais problemas são consequências de uma sociedade má informada sobre os riscos do uso de agrotóxicos na alimentação, e de um mercado agricultor mais preocupado com economia do que com meio ambiente.
Inicialmente, uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostrou que entre os anos de 2007 e 2014, foram registrados mais de 34 mil casos de intoxicação alimentar. Nesse contexto, é possível analisar que a base de conhecimento dos indivíduos sobre substâncias tóxicas e higienização de alimentos é muito baixa , fazendo com que eles confiem cegamente no produto vendido no mercado sem o mínimo de atenção aos rótulos, que indicam as quantidades de veneno que contém. Dessa forma, é importante que os órgãos públicos se atentem para esta questão e providenciem soluções.
Por outro lado, a bancada ruralista e os grandes agropecuários tem muito conhecimento sobre o assunto, mas não se assustam diante o grande impacto ambiental que estão criando. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 50 produtos químicos mais usados no Brasil 22 são proibidos na União Européia, exatamente pelos perigos à saúde e ecossistemas. Por conta desse fato, o deputado Blairo Maggi criou um projeto de lei que alterava o nome agrotóxicos para produtos fitossanitários maquiando os componentes químicos fazendo parecer menos ofensivo a vida para que assim agricultores continuassem comprando e movimentando esse grande mercado.
Tendo em vista os argumentos apresentados, fica evidente que medidas são necessárias para combater este problema. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde juntamente com as Secretarias de Educação dos estados, deverá promover campanhas com nutricionistas em postos de saúde e em escolas de maneria a informar e conscientizar a população sobre tais perigos. Em segundo lugar o poder legislativo terá o papel de fiscalizar rigorosamente as leis da agricultura, para que se não cumpridas, sansões sejam aplicadas. Dessa forma, caminharemos para um Brasil mais saudável e preservado.