O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 17/04/2019

A Revolução Verde ocorrida na metade do século XX teve como intuito a modernização da agricultura e o aumento da sua produtividade, assim os agrotóxicos começam a ser usados em larga escala. Entretanto alguns impasses preocupam o cenário brasileiro e mundial: a venda e a utilização indiscriminado de agroquímicos está ocasionando a contaminação da natureza, dos agricultores e dos consumidores do produto final.

O uso dos agrotóxicos é um agravo global, porém, o agronégocio tem uma participação expressiva na economia do Brasil, assim, a aplicação excessiva desses venenos torna-se mais frequente. Um dos motivos para que isso ocorra são as políticas públicas que fomentam a utilização e o comércio dessas substâncias mantidas pela influência da bancada ruralista no Congresso Nacional. Bem como, a relativa frouxidão nas leis que regulamentam a produção, o uso e a venda dos mesmos, exemplificada pela liberação de produtos proibidos em diversas regiões do planeta.

Ademais, agricultores familiares deparam-se com profissionais que além de prestarem assistência técnica, são também, vendedores dos agrotóxicos. Esses, muitas vezes pressionados por metas e objetivos, fazem o produtor rural usar mais produtos que o necessário. Sem a devida orientação, os produtores não utilizam corretamente os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e aplicam mais químicos do que o permitido. Assim, a aplicação abusiva dos defensivos agrícolas não restringe-se apenas aos grandes latifúndios, mas também acontece em pequenas propriedades.

Portanto, para garantir a saúde humana e do meio ambiente, o Estado de cada país deve intervir diretamente: em primeiro lugar, devem ser criadas leis mais rígidas, a fim de dificultar a comercialização e o uso dos agrotóxicos, bem como, fiscalizar a venda e a aplicação. Outrossim, o Ministério da Agricultura precisa adotar políticas públicas de extensão rural, visando uma boa orientação para os produtores familiares e o incentivo de práticas orgânicas. Logo, o Brasil e o mundo  devem produzir em quantidade e qualidade.