O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/04/2019
Abusivo. Esse é o adjetivo adequado para caracterizar a quantidade de defensivos agrícolas usados no Brasil. Tendo em vista, o número de casos de intoxicações, tanto nos consumidores finais quanto nos trabalhadores rurais. Além disso há os riscos gerados ao meio ambiente.
A priori, deve-se lembrar que o uso de pesticidas nas plantações é em decorrência da revolução verde, ocorrida na década de 1950. Tal acontecimento buscava aumentar a produtividade. No entanto, a utilização excessiva provoca não só a infertilidade do solo, mas também a contaminação dos lençóis freáticos. Em virtude disso, haverá prejuízos para o proprietário das terras como para a natureza.
Ademais, vale ressaltar os danos proporcionados a saúde humana. Segundo pesquisa realizada pela Anvisa, muitos alimentos chegam a mesa do consumidor com altos resquícios dos agrotóxicos. Aliado ao fato do estudo feito pela Unicamp relatar que 1,5 milhão de trabalhadores rurais sofreram intoxicações. Desse modo, é inaceitável as consequências acarretadas pelas aplicações desenfreadas dos agrotóxicos no país. Todavia, a União Europeia mostra-se como um exemplo a ser seguido. Visto que faz pouco uso de pesticidas para evitar a contaminação alimentícia.
A aplicação de defensivos agrícolas, portanto, precisa ser moderada. Cabe à Anvisa tornar a fiscalização mais rígida e proibir a comercialização de produtos com alto teor de agrotóxicos. Bem como, o Ministério da Agricultura deve produzir campanhas para conscientizar os produtores. Sendo assim, uma maneira adequada para estimulá-los a reduzir a utilização exacerbada de pesticidas. Consequentemente, os números de intoxicação decairão da mesma forma que os danos ambientais. Como dito pelo co-fundador do Greenpeace, Paul Atson, “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”.