O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/04/2019
A chamada “Revolução Verde” possibilitou um avanço tecnológico voltado para o aumento da produtividade no agronegócio. No entanto, o uso dos agrotóxicos trazem riscos severos para a saúde da população mundial. Assim, constata-se a continuidade do problema, seja pela negligência do estado, seja pelo pensamento dos latifundiários.
É indubitável que a questão estatal esteja entre as causas da situação. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar populacional, entretando, isso não ocorre no Brasil. Devido o tamanho das áreas agricultáveis do país, os orgãos responsáveis pela fiscalização não conseguem garantir um plantio sem o uso de agrotóxicos. Dessa maneira, dados divulgados pela Unicamp, ao afirmarem que cerca de um milhão e meio de trabalhadores rurais estão intoxicados pelo uso indevido desses produtos, comprovam o que a falta de resolução por parte do Governo Federal pode causar para a qualidade de vida do campo.
Ademais, a conduta dos latifundiários favorece a inércia da situação. De acordo com Zygmunt Bauman, a sociedade está inserida num tipo de modernidade líquida, marcada pela fragilidade nas relações interpessoais e que causa redução do olhar sobre o próximo. Nesse contexto, o pensamento dos responsáveis pelo plantio, focam apenas em acelerar o processo de combate às pragas e doenças do campo através do uso de agrotóxico, sem se preocupar com a reação gerada por esse ato. Dessa forma, a contaminação do solo e da água afeta, além daqueles que a utilizam diretamente, todos os integrantes das cadeias alimentares.
Fica claro, portanto, que é imprescindível a ação do Ministério da Agricultura (MAPA) na destinação de verbas voltadas para a adoção de novas tecnologias de fiscalização, como a colheita estratégica de amostras, responsáveis por identificar e punir produtores que utilizam indevidamente agrotóxicos. Sendo relevante, ainda, a ação dos veículos midiáticos, como as redes televisivas, na exibição de propagandas sobre o risco que esses produtos trazem para a saúde, em busca de conscientizar a população.