O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 13/05/2019

A Revolução Verde que iniciou-se no mundo a partir de 1950, trouxe um grande avanço na tecnologia de maquinários, juntamente com o melhoramento dos bioquímicos para o mundo, tornando a agricultura mais barata e com maior eficácia. Segundo o IBGE, no curto período de dez anos, o uso de agrotóxicos no Brasil mais que dobrou, crescendo 115% entre os anos de 2002 e 2012, sendo assim o país número um em uso de agrotóxicos, ficando na frente de grandes líderes da agricultura, como os Estados Unidos. Nesse contexto, convém analisar as principais causas e consequências do uso exacerbado de produtos químicos na agricultura.

Primeiramente, é notável que seu uso de maneira incorreta trás diversos problemas de saúde, como intoxicação no consumidor, e problemas respiratórios nos fazendeiros. De acordo com a Anvisa, 30% dos alimentos que vão para consumo estão com resíduos acima do valor permitido. Em consequência disso, o uso excessivo de alimentos contaminados pode causar várias doenças, como alzheimer e depressão, e também as chances de desenvolver câncer.

Apesar dos benefícios para a economia, sendo um produto de baixo custo e grande eficácia na agricultura, são extremamente nocivos para o ambiente. Isso acontece porque o solo retém esses contaminantes, desencadeando  contaminação da terra, poluição das águas e até do ar. Dados do IBGE apontam que o produtor brasileiro usa em média 3,6 quilos de agrotóxicos por hectare, elevando a possibilidade de contaminação ambiental e infertilidade do solo. Dessa maneira, os agroquímicos causam a morte de várias espécies de plantas e animais, influenciando também nos seres aquáticos devido as impurezas na hidrosfera.

Torna-se evidente, portanto, que a questão dos agrotóxicos no Brasil precisa ser revisada. O Ministério da Agricultura deve realizar campanhas de orientação para os produtores de modo que estas ensinem o uso correto dos produtos, para que não haja problemas de intoxicação dos solos e das pessoas. Ademais, cabe ao Poder Legislativo em conjunto com a Anvisa endurecer as leis, a fim de diminuir o uso gradativo desses agentes no solo, e também melhorar a qualidade na saúde dos agricultores. Dessa forma, o Brasil poderá mudar seu cenário na agricultura, e isso deixará de ser uma problemática no país.