O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 16/05/2019
“Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza. Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido”. Essa célebre frase do polímata Leonardo da Vinci denota o eficaz revide da natureza às ações humanas e isso reflete um problema muito presente: o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Nessa perspectiva, convém analisarmos as consequências de tal problema para nossa sociedade.
A atual legislação brasileira de agrotóxicos data de 1989, assim é conveniente inferir-se a defasagem deste texto, não à toa, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de uso de pesticidas. Logo, a ineficácia da lei somada ao frágil sistema de fiscalização, resulta no uso indiscriminado de agentes altamente nocivos à saúde e ao meio ambiente. E, no fim das contas, quem sofre diretamente as consequências desse mal é a população, que tornou-se refém pelo consumo.
Ademas, a força do agronegócio no mundo, engessa e perpetua o problema, haja vista que os riscos de contaminação não são amplamente divulgados em favor deste mercado. Assim anunciou o cofundador do Green Peace, Paul Watson: “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” Contudo, falar em vida harmônica com a natureza, ainda hoje, no século XXI, soa como uma utopia.
Portanto, não sobra dúvidas de que o uso de agrotóxicos é um problema urgente a ser tratado. E, por isso, é pertinente ao Congresso Nacional articular junto a frente parlamentar responsável, para priorizarem a votação da nova lei com disposições mais rígidas quanto a utilização e fiscalização dos pesticidas. Outrossim, em ambitude global, a Organização das Nações Unidas - ONU, que também tem entre seus objetivos a proteção ambiental, deve fomentar a agricultura orgânica através de propostas de incentivos fiscais dos governos aos empresários, com o intuito de baratear estes produtos ao consumidor e incentivar o crescimento deste mercado. A partir dessas ações, certamente, haverá grande redução de resíduos tóxicos liberados no meio ambiente e, de acordo com o pensamento de Vinci, o homem poderá retomar a esperança de contar com o retorno sadio da natureza à sua e às próximas gerações.