O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 26/06/2019
O Brasil é reconhecido internacionalmente como “terra dos papagaios”, evidência de sua importância ambiental e diversidade biológica. Atualmente, o país é um amplo espaço de discussões pautadas no agronegócio e sobre o uso de defensivos agrícolas. Sendo assim, ao considerar suas consequências, é notável que o atual uso de agrotóxicos é prejudicial e para alterá-lo é necessário analisar suas causas. Primeiramente, vale ressaltar que o pesticida tem diversos malefícios como consequências diretas e indiretas. Nesse sentido, o uso irregular e irresponsável do produto causa a morte de outros animais além das pragas, como as abelhas, por exemplo, que são cruciais para a polinização. Além disso, a irrigação de uma plantação contaminada pode encaminhar os agrotóxicos para os rios e lençóis freáticos, de maneira que há o risco de intoxicação da vida aquática e dos animais terrestres e da população que usufruem da água contaminada.
Em segundo lugar, a utilização de defensivos é cíclica e o principal motivador é o benefício financeiro. Nesse contexto, a eficiência do pesticida é temporária, visto que é de conhecimento biológico que as pragas desenvolvem resistência aos venenos implantados. Desse modo, torna-se necessário o uso de agrotóxicos gradativamente mais fortes e com maiores riscos à saúde. Ademais, os oligopólios do agronegócio dispõem dos defensivos como uma maneira de aumentar a produção, barateando o custo e, consequentemente, aumentando o consumo.
Portanto, esse cenário deve ser alterando para que o Brasil seja digno de sua imagem internacional. Sendo assim, é necessário que ONG’s ambientais, como a Greenpeace, se encarreguem de promover a exposição das grandes empresas do agronegócio que utilizam os defensivos erroneamente, por meio de manifestações com engajamento popular e ações judiciais, a fim de encorajar o uso responsável dos agrotóxicos. Somente assim, o Brasil protegerá o ambiente e a saúde humana.