O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 31/05/2019

O uso excessivo de agrotóxicos no Brasil é um problema que necessita ser atenuado. Nesse viés, consoante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), 28% dos alimentos consumidos diariamente apresentam componentes não autorizados e em quantidades que excedem os limites legais, situação que sintetiza a magnitude do problema. Diante da temática exposta, dois caminhos fazem-se relevantes para enfrentar o uso excessivo de pesticidas: o incentivo aos métodos de cultivo alternativo e intensificação da legislação vigente.

Em primeira análise, cabe pautar que os métodos intensivos de cultivo, amplamente difundidos na atualidade, visam, inconsequente, ao lucro e, dessa forma, afetam a saúde pública e o meio ambiente. Nesse cenário, ressalta-se a máxima do filósofo Arthur Schopenhauer: “o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”, o que denota a imprescindibilidade de a sociedade agrária redirecionar esforços para, por exemplo, defensivos biológicos, agroflorestais e a agricultura orgânica, metodologias essas, que visam desenvolver uma agricultura mais sustentável, análoga à natureza e saudável aos seres humanos.

Em segunda análise, a flexível legislação de agrotóxicos no Brasil é igualmente fator para os altos índices dessas substâncias nos alimentos. Sob essa perspectiva, segundo estudo do Laboratório de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP), um terço dos agrotóxicos que são autorizados no Brasil são proibidos na União Europeia, o que expõem, em partes, o pensamento retrógrado e permissível da produção agrícola brasileira. Por conseguinte, nota-se a indispensabilidade de restringir o acesso a esses produtos.

Destarte, é imprescindível combater o uso imprudente dos defensivos agrícolas. Para isso, cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento incentivar, por meio de isenções fiscais, métodos de cultivo sustentáveis, com os citados anteriormente, para que, dessa forma, a saúde do homem e do meio ambiente sejam ponderados acima do ganho monetária. Outrossim, cabe ao poder Legislativo intensificar, mediante reestruturação do código vigorante, as leis relacionadas aos agrotóxicos e, dessa forma, proibir o comércio de substâncias mundialmente condenadas. Logo, a partir do conjunto de ações supracitadas, uso de agrotóxicos no Brasil tornar-se-á mais consciente.