O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 02/06/2019

Para o educador canadense Marshall McLuhan ‘’os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam o homem”. Tal pensamento vai ao encontro das mudanças que acompanham o homem moderno pós revoluções industriais e tecnológicas, como a criação de agrotóxicos, que ajudam o homem financeiramente, mas também podem atrapalha-lo ao dar-se conta das consequências sanitárias e ambientais que o produto causa.

A priori, é importante repensar os aspectos econômicos positivos do uso do produto. Por fazer que menos frutos e plantas sejam perdidos por meio dos insetos, o custo e qualidade do plantio é menor e por consequência, o preço também sai baixo para o consumidor, sendo até mesmo esse uso incentivado pelo governo, visto que, no Brasil, ainda usa-se agrotóxicos que na Europa, exemplo de vigilância contra o item, são proibidos. Esse ato a curto prazo parece promissor, porém, caso o descuido continue, o que foi economizado e ganhado no comércio, pode ser gasto na mesma medida na saúde.

Não obstante, o bioquímico não chega ao homem apenas pelo consumo do produto. Ao olharmos para o meio ambiente, vemos as consequências chegando por meio do solo, que se torna inutilizável após a fixação do produto, na água, que escorre e pode chegar aos rios, afetando a população ribeirinha local e na mortandade de animais, não só as pestes, como aqueles que se alimentam das mesmas, como pássaros, borboletas e insetos aquáticos.

Diante da problemática, medidas são necessárias para reverter a situação. É necessário que o Poder Legislativo – ramo político responsável pela criação de leis – revise, junto ao Ministério da Agricultura, os biocidas permitidos nos dias atuais e não só isso, com parceria com a Anvisa – responsável pela vigilância sanitária - promova bônus àqueles que cumprirei a lei e agridam menos o meio em que se situam, engajando o cumprimento das normas por meio de treinamento a produtores através de palestras que o integrem aos produtos novos e menos agressivos em mercado, não esquecendo de punir aqueles que não demonstram interesse com o meio ambiente. Partindo disso, brasileiros terão uma qualidade melhor de vida e, como diz Mcluhan. novas ferramentas recriarão o homem, consciente e preocupado não só com sua vida, mas com a do mundo.